A entrevista de ontem, na SIC, ao PM foi um autêntico logro. Um simulacro. Sócrates saiu vencedor e sorridente com a sua prestação televisiva. Dotes de bom comunicador, dizem. Não concordo! A entrevista foi conduzida de uma forma tão dócil, que Nicolau Santos e Ricardo Costa não servirão de exemplo para os manuais de Jornalismo. É óbvio que as perguntas foram previamente combinadas. Nunca como agora a Imprensa, em geral, é tão meiga para com um PM, irascível. Ninguém o questionou se Armando Vara é seu amigo, por exemplo. Como recebeu (ouviu) a chamada do INEM com os bombeiros de Favaios? Como reagiu? Como explica verdadeiramente os números do desemprego? Correia de Campos saiu porque pediu? Como se sente um PM num país que tem como ordenado mínimo de 400€? Como vê o custo de vida agravar-se diariamente e o desânimo dos portugueses? Sócrates falou para uma franja da sociedade, levou a lição estudada e contou com o beneplácito dos jornalistas. O "animal feroz" não precisou de rosnar, apenas levantou o sobrolho... Ricardo Costa até lhe pediu licença para fazer uma perguntinha... imagine-se, sobre as casas da Guarda. Será que nesse caso o PM não fala tanta verdade como na passagem do exame de Inglês Técnico, na Universidade Independente? José Sócrates pode já ir de férias, descansadinho. Com Menezes à frente do PSD e com uma Imprensa tão amiga, serão favas contadas.terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Sócrates já pode ir de férias
A entrevista de ontem, na SIC, ao PM foi um autêntico logro. Um simulacro. Sócrates saiu vencedor e sorridente com a sua prestação televisiva. Dotes de bom comunicador, dizem. Não concordo! A entrevista foi conduzida de uma forma tão dócil, que Nicolau Santos e Ricardo Costa não servirão de exemplo para os manuais de Jornalismo. É óbvio que as perguntas foram previamente combinadas. Nunca como agora a Imprensa, em geral, é tão meiga para com um PM, irascível. Ninguém o questionou se Armando Vara é seu amigo, por exemplo. Como recebeu (ouviu) a chamada do INEM com os bombeiros de Favaios? Como reagiu? Como explica verdadeiramente os números do desemprego? Correia de Campos saiu porque pediu? Como se sente um PM num país que tem como ordenado mínimo de 400€? Como vê o custo de vida agravar-se diariamente e o desânimo dos portugueses? Sócrates falou para uma franja da sociedade, levou a lição estudada e contou com o beneplácito dos jornalistas. O "animal feroz" não precisou de rosnar, apenas levantou o sobrolho... Ricardo Costa até lhe pediu licença para fazer uma perguntinha... imagine-se, sobre as casas da Guarda. Será que nesse caso o PM não fala tanta verdade como na passagem do exame de Inglês Técnico, na Universidade Independente? José Sócrates pode já ir de férias, descansadinho. Com Menezes à frente do PSD e com uma Imprensa tão amiga, serão favas contadas.segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
A entrevista
A SIC anda a promover com grande alarido a entrevista de hoje a José Sócrates. Aguardo com expectativa, mas registo o timing da mesma... Quanto aos entrevistadores, Ricardo Costa e Nicolau Santos, uma interrogação (não mesquinha, acreditem): o primeiro, pelos motivos que todos conhecemos, não deveria abster-se de confrontar o PM? Acredito que Sócrates vá suar mais na SIC que na RTP, mas as dúvidas ficam sempre no ar, independentemente do profissionalismo de Costa.Foto: Meios e Publicidade
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Cupido à solta
«Um estudo da Vault.com indica que 58% dos inquiridos já teve uma relação com o colega de trabalho e 86% (pasme-se) já saiu com o(a) chefe», in DE - 2008/02/14
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
As judiarias de Júdice
Não são de agora as judiarias perpetradas por José Miguel Júdice (JMJ). Começo a ter pena dele. E a palavra pena é terrível, baixa. O ilustre advogado, sócio do maior escritório do país, empresário, ex-político, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, anda a judiar tudo e todos. Já não o posso ler nem ouvir. O problema é que lhe dão palco. Os que também já apanharam dele - os jornalistas. JMJ quer continuar na roda viva dos media, como andou há uns anos atrás. Mas isso tem um preço. O palco mediático exige equilíbrio, bom senso, reflexos. JMJ perde as estribeiras com relativa facilidade e dá aquele ar de "virgem ofendida". Como se diz na minha terra, "quem vai à guerra dá e leva". Não entendo porque anda JMJ tão indignado. Lamento que o PSD nunca o tenha apoiado a Belém. Lamento que ninguém venha à praça pública defende-lo e ao seu restaurante no alto do Parque Eduardo VII. Acredito que o dito ainda não tenha dado lucro, agora 500€ de renda...É que nem dá para comentar. Júdice arrisca-se a manchar para sempre a pouca reputação que ainda lhe resta, como personalidade pública. Por que será que está tão zangado?Foto: Máxima
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Um Senhor

Charles Aznavour tem uma aura de encanto natural. A personagem sempre me fascinou. Arrasta consigo uma simplicidade reveladora. Num momento - dos poucos - em que a tv do Estado nos mostra coisas interessantes, positivas, a entrevista de Judite de Sousa a Aznavour foi sublime, calma, positiva. Um verdadeiro senhor, que não sabe "cantar" em palyback, que sabe o sentido de palavras tão nossas como fado e saudade, um homem que, aos 83 anos, não quer morrer, que aprecia coisas tão triviais, como uma boa conversa, um bom jantar, que gosta da "atmosfera" de Lisboa, não nos fica indiferente. Mais, pouco se importa se Sarkozi casou ou não com Carla Bruni. À política a política. A entrevista foi um momento agradável, leve, confortável. A ele o meu tributo favorito: La Boheme
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Os biscates de Mário Crespo
Já confidenciei a vários amigos: não entendo Mário Crespo. Rigorosamente, não o consigo entender. Sinceramente não sei se é bom ou mau jornalista, apesar de já me ter cansado do seu estilo pseudo americano. Hoje, na prosa que assina semanalmente no JN, Crespo faz uma defesa ao primeiro-ministro um pouco esforçada, exagerada. Porque não o convida para o seu jornal das 21? Mário Crespo considera este "acontecimento absolutamente extraordinário" (as polémicas sobre as assinaturas de Sócrates nos anos 80) matéria de somenos importância para 2008. Na década de 1980 era "normal" fazer-se biscates, justifica. Todos sabem que existiam jornalistas encarteirados que eram bancários ao mesmo tempo! Será que não é lícito um jornal confrontar o passado dos dirigentes políticos? O grande decisor, o povo, fará, depois a avaliação. A história dos biscates é antiga. O próprio Crespo, ao que parece, ainda o faz na actualidade. Fonte amiga segredou-me que o sr. só escreve para jornais mediante pagamento. A "não perder" seria vê-lo denunciar no seu espaço nobre casos de colegas seus (talvez com exemplos da SIC) ao vivo e a cores, que estão a recibos verdes, que estagiam sem receber um euro e que não têm hipótese do biscate. Aí sim eu teria "imensa honra" em voltar a assistir ao jornal das 21h. Quanto ao PM, julgo que ele não precisa de estes autos de fé da parte do sr. Crespo. Rigorosamente não tenho pachorra!Foto: Selecções Reader's Digest
O negócio da saúde
Em 2003/2004, não me recordo, entrevistei o presidente da Organização Portuguesa de Transplantação, Mário Caetano Pereira, falecido em 2005. Disse-me na altura o antigo responsável que em Portugal se faziam poucos transplantes cardíacos porque os cardiologistas não se entendiam com os cirurgiões cardio-toráxicos. Mais: que os transplantes aos pulmões eram quase inexistentes, porque a probabilidade de sobrevivência dos doentes era muito pequena e isso desmotivava os clínicos. Sem corporativismos, Caetano Pereira despiu a máscara que normalmente cobre a defesa dos médicos. Interessado no tema, falei com José Roquette, conceituado cirurgião do hospital de Santa Marta e hoje director clínico do privado hospital da Luz. Confrontado com o mistério dos transplantes pulmonares, referiu que era de facto assim. À pergunta sobre o que acontecia aos doentes em fila de espera, respondeu, serenamente: muitos acabam por morrer. O que descrevo está publicado. Ao ver o DN de hoje deparei-me com o título: "Transplantes rendem milhões aos médicos do serviço público". Trabalham por incentivos, o que é positivo. Mas o que dizer deste autêntico negócio, quando sopram ventos cada vez mais fortes de situações gritantes na área da saúde? O povo começa a indignar-se a sério. E tem toda a razão.
PS: Na Madeira, nenhum médico pode cobrar mais que 55€ por consulta, no privado. A convenção assinada com o governo regional assim o determina, com o argumento dos médicos receberem também do público e pelo facto de grande parte população não ter ainda capaciade financeira para entrar no carrossel da livre concorrência. Jardim é do PSD, convém lembrar...
PS: Na Madeira, nenhum médico pode cobrar mais que 55€ por consulta, no privado. A convenção assinada com o governo regional assim o determina, com o argumento dos médicos receberem também do público e pelo facto de grande parte população não ter ainda capaciade financeira para entrar no carrossel da livre concorrência. Jardim é do PSD, convém lembrar...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Olhos azuis
Cientistas da Universidade de Copenhaga estudaram o porquê dos olhos azuis. No início, a crer no estudo, eram todos castanhos... Vai daí, chegaram a algumas conclusões: a mutação da cor surgiu há seis ou 10 mil anos, na região do Mar Negro. Parece que a alteração ocorreu devido a causas ambientais, mas também por motivos que se prendem com a atracção e selecção sexual. Sobre gostos não se discute, mas a curisosidade sobre o espelho da alma ainda é grande. Um tributo: Blue EyesA assinatura de Sócrates
A ser verdade a notícia do jornal "Público" de hoje, sobre o envolvimento de José Sócrates em projectos que não eram da sua autoria, nos anos 80, estamos perante uma situação grave, que fere seriamente a personalidade do actual primeiro-ministro e que lança sobre ele um labéu de desconfiança complicado de desfazer. A ser verdade, note-se. O próprio desmentiu de imediato, mas não deixou de ser interessante observar a forma como o fez: Sócrates surge sereno e por vontade própria junto dos jornalistas, ao contrário do que é habitual. O discurso estava preparado, estudado. Sócrates olhou de frente as câmaras de tv, como se estivesse a olhar nos olhos dos portugueses, aflito por reconquistar a simpatia perdida. Apesar de nada se ter provado com esta investigação do PÚBLICO, não deixa de merecer observação atenta o timing escolhido para publicar a notícia. E a reacção do PM.
O povo não liga a estas coisas e de certeza que nunca penalizaria um político por estas questões (mesmo que fossem verdadeiras). O que não deixa de ser uma pena.
O povo não liga a estas coisas e de certeza que nunca penalizaria um político por estas questões (mesmo que fossem verdadeiras). O que não deixa de ser uma pena.
A denúncia de "merda"
António Marinho e Pinto fala "grosso" e utiliza as palavras apropriadas. Fez corar Judite de Sousa, quando disse, alto e bom som, M-E-R-D-A. Independentemente do estilo, o agora bastonário da OA, fez uma série de denúncias graves que devem ser investigadas até ao tutano pelas autoridades judiciais. Já não se trata de "atoardas" de um advogado de Coimbra, mas de alguém eleito, com mandato delegado pelo legislador. Algumas carpideiras corporativistas têm tentado abafá-lo, criticando a sua postura "pouco ética". Que importa? Acontecerá alguma coisa? Em causa está o próprio Estado! Ou será que ficará tudo na mesma "merda"?
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