quarta-feira, 12 de março de 2008

Sinais eleitorais

José Sócrates tem um ano para mostrar o que vale. Com o PSD em frangalhos o PS só não alcançará a maioria absoluta por completa inépcia. Mas o eng. tem de engolir muitos sapo e limar muitas arestas do seu temperamento exaltado para consegui-la. Os "super-delegados" em Portugal são milhões de votantes situados ao centro que não se revêem neste CDS, que continuam a achar graça ao BE e que olham de soslaio para a "cassete" do PCP, por mais manifestações que possam haver. Sócrates tem recuado nos principais pilares que agonizam os portugueses: saúde e educação. Mas ainda faltam os impostos (de certeza que vão descer) e a questão da segurança. Os "super-delegados" querem é saber da consulta no hospital, da escola dos filhos, se o dinheiro chega ao fim do mês e se o emprego se mantém. Se o Benfica ganhar, melhor. A bandeira da evolução económica, da diminuição da burocracia ou da estafada guerra contra a fraude fiscal, não ganha eleições. Será que José Sócrates já percebeu isso?

Preservativo para quê?


Já não pasmo por os estudantes de nível superior não saberem o que é o 25 de Abril, em que data se deu a restauração da independência ou o nome do Presidente da República. As solicitações são tantas que os imberbes nem tempo têm para se coçar... Pasmado, cilindrado e preocupado fico quando dizem num estudo, que a pílula contraceptiva (sim, a que as meninas tomam) protege contra o vírus da SIDA. Um em cada dez, num trabalho realizado na Universidade de Coimbra, acredita piamente que basta o comprimidinho para destruir uma das maiores chagas dos nossos tempos. A situação pode revelar-se por falta de informação, num país agarrado ainda aos ditames católicos de muitas famílias, mas lá que custa a acreditar, lá isso custa.

terça-feira, 11 de março de 2008

Jornalismo?

O facto da mulher de António Costa ter ido à mega manifestação de professores, no sábado, passado, deliciou o DN. A desconhecida Fernanda Tadeu teve honras de primeira página, com circunferência à volta da cara e tudo. Sendo mulher de um dos mais próximos conselheiros de Sócrates pode sujeitar-se a este tipo de situação. Mas havia necessidade do DN fazer este alarido? Uma caixa no interior do artigo não faria mais sentido? O que me incomoda mais não é esta questão em si: eu não a valorizo. É ver que a Imprensa portuguesa está a descer a níveis complexos. Um jornal como o DN não pode nem deve ser um Correio da Manhã ou um 24 Horas. Será que venderam mais por colocar Fernanda Tadeu na capa? Já agora, não quererá o DN entrevistar a cunhada, sogra e a ex-namorada de Costa? Fonte amiga confidenciou-me que a próxima "vítima" do DN será uma alegada namorada de Sócrates, sim, o PM.
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Fátima Campos Ferreira é igual a si própria. Assinalo a coerência. Num debate cujo tema vem com um mês de atraso ("Rei ou Presidente?) lá teve a sra. os prof. doutores no palco e na plateia. Nota-se que ela gosta de rodear-se de personalidades daquele naipe. Tão adepta da disciplina férrea noutros debates, em que o povão marca presença, até admitiu por várias vezes palmas. Os monárquicos e os republicamos bateram palmas, no Prós e Contras! Bis!

Em lume brando

Está a dar-me um gozo especial ver Luís Filipe Menezes ser queimado em lume brando pelo seus próprios pares. O homem anda numa autêntica roda viva, confuso e, cada vez mais, oco. Os barões do PSD estão a ruminá-lo. Dá dó. São "tareias" diárias de "pesos-pesados" que o partido não pode atirar borda fora. Rio fala de "lavangem de dinheiro", "caciquismo", Capucho enxovalha Menezes, juntamente com os restantes ex-secretários-gerais. Santana ainda tenta lançar a boia de salvação. Ironia do destino: o líder parlamentar, que anda numa histeria país fora tornou-se o seguro de vida do líder... do partido. O que pensará Cavaco, Nogueira? Para ajudar à festa Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa derretem-no nos seus comentários. Será neste partido que os militantes se revêem? Será que o povo vai votar neste manto de retalhos? Para mal da democracia, não! E que pena, porque Sócrates vê a cada momento a revalidação da sua maioria absoluta. Para mal dos nossos pecados.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Salazar, Salazar

Anda uma bonomia, uma candura quase obsessiva sobre a figura de Salazar, nos últimos tempos em Portugal. As livrarias estão pejadas de títulos, os jornais oferecem publicações por fases de governação. Sempre defendi que não podemos renegar a nossa História. Mas já não será um pouco demais esta súbita febre acerca do "Botas"? Será o típico saudosimo português por figuras nefastas, autoritárias, em tempo de descrença? Sinais dos tempos que deveriam ser analisados por quem de direito.

Vergonhoso

É nas "pequenas" coisas que se vê grandes méritos, grandes carácteres, grandes personalidades. É com pequenos gestos que maior parte das vezes resolvemos problemas enormes.
Em Entre-os-Rios os familiares das vítimas da queda da ponte Hintze Ribeiro estão sem apoio psicológico, porque o contracto com a psicóloga que os acompanhava, gratuitamente, não foi renovado pelo Estado. Alegam-se "dificuldades logísticas". Numa tragédia em que 59 pessoas perderam a vida numa infra-estrutura pública, a dor aumenta ao depararmo-nos com um episódio ridículo mas demonstrativa da "porcalhota" que se assiste em Portugal. É certo que Castelo de Paiva pouco conta na contagem de votos, mas não havia necessidade em deitar o caso ao desleixo. Uma vergonha que mostra de forma crua o quanto ainda estamos atrasados.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ir de choldra até ao Porto

A entourage de José Sócrates está a preparar um mega comício no Porto, para o próximo dia 15. As federações socialistas já devem estar no terreno para garantir autocarros cheios até à Invicta. É preciso mostrar à Nação que o PS é grande e tem poder de mobilização face às forças comunistas dos sindicatos. Ridículo!

No comment's

Menezes tem aprofundado o seu estilo trapalhão de estar à frente do que ainda se pode considerar um grande partido: o PSD. As enormidades são tão grandes que custa a crer na veracidade da entrevista publicada hoje no JN e antecipada pela LUSA ontem à noite. O marketing, péssimo, que o acompanha vai tramá-lo. Para onde quer ir Menezes com frases como a de que não merece estar à frente nas sondagens? Vitimizar-se? O desespero começa a ser castrador.

terça-feira, 4 de março de 2008

Mais um partido...

O voluntarioso Rui Marques, eternamente lembrado por liderar um grupo de jovens que quiseram unir Portugal a Timor-Leste, em 1992, no Lusitânia Expresso, vai criar o MEP - Movimento Esperança Portugal. No fundo mais um partido político, que não vai ser "anti-sistema", que não vai nascer para "dizer que a política é corrupta", que está "tudo mal" o que os políticos não prestam. Não entendo! Rui Marques quer construir e não destruir. Sim e...? Tudo o que este país está necessitado é de alguém que lidere um projecto credível, que rompa com a podridão instalada nas velhas sedes partidárias, que denuncie, que apresente propostas concretas, objectivos, que fale das mazelas do povo, da caristia de vida e que lance na lama o status quo instalado.
Mais um movimento para gravitar à volta dos restantes é uma perda de tempo. Uma vez mais, Rui Marques não conseguirá atracar em porto seguro, tal como em 1992.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Os caloteiros

Portas e Sócrates entretiveram-se, hoje, no Parlamento num acalorado debate sobre caloteiros. O primeiro, ofendidíssimo, queria que o PM lhe pedisse desculpas por Jaime Silva ter falado nos seus "calotes" enquanto ex-governante. O segundo argumentou que teria de ser o primeiro a pedir desculpa ao pobre ministro, porque não se chama caloteiro a ninguém. Para lá dos motivos - estúpidos a meu ver - das pérolas trocadas, fiquei com uma certeza ainda mais vincada: caloteiros são todos esses senhores que prometem e não cumprem, onde se incluem os nomes atrás referidos e muitos mais. A dívida é contraída na tempestade eleitoral, mas raramente é saldada. Será que se pode aplicar aqui a palavra calote? Vou pedir licença a Portas, com conhecimento ao sr. PM.

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