quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
O que eles não fazem pelas audiências
Onde estão as notícias? Onde estão as reportagens? A investigação jornalística? Dou por mim a pensar que os poucos (mas bons) que têm paciência de me ler devem julgar que eu sou um anti-imprensa. Não sou! Gostava é que fosse diferente. À conta disso (utopia?) larguei de vez as redacções, desanimado com o rumo da comunicação social. O tempo tem-me dado razão. Ontem, nos Prós e Contras, da RTP, assisti a mais um momento deprimente de informação. Para caçar audiências, o tema foi futebol. E os convidados? Valentim Loureiro, Dias da Cunha e imagine-se (!) o lunático Miguel Beleza. Apetece-me citar Alberto João Jardim, quando se referiu aos deputados da Assembleia Legislativa da Madeira... Que interesse teve o debate de ontem? Que mais-valia nos deu? Que esclarecimentos elucidou? Zero! Foi só promoção pessoal, interesses e mais do mesmo.
PS: A VISÃO e a SÁBADO coincidiram no tema de capa da última edição. A monstruosa história de um tirano assassino austríaco que violou, durante 24 anos, a filha. Fiquei expectável. Em vão. Ao ler a reportagem de uma e de outra fiquei com a sensação de que estava perante uma recolha de dados da imprensa estrangeira. Pior é impossível.
PS: A VISÃO e a SÁBADO coincidiram no tema de capa da última edição. A monstruosa história de um tirano assassino austríaco que violou, durante 24 anos, a filha. Fiquei expectável. Em vão. Ao ler a reportagem de uma e de outra fiquei com a sensação de que estava perante uma recolha de dados da imprensa estrangeira. Pior é impossível.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Ter os ditos no sítio
O músico e activista Bob Geldof não foi de modas. Convidado para uma conferência Expresso/BES, o defensor dos direitos humanos e criador do Live Aid e Live 8, disse alto e bom som o que todos pensam, mas poucos verbalizam: "Angola é gerida por crimonosos". E exemplificou com a construção de casas, na baía de Luanda, mais caras e mais luxuosas das que existem nas zonas mais nobres de Inglaterra. Geldof agitou um papão num país de brandos costumes, muito tolerante com o que se passa na antiga colónia africana. Mais: foi pago para falar por um grupo financeiro com muitos interesses em Angola. Fonte amiga segredou-me que o Ricardo Salgado mordeu a língua de raiva e ligou de imediato para o Futungo de Belas, a penintenciar-se.
O exemplo dos espanhóis
Os jornalistas dos principais media espanhóis ameaçaram boicotar as denominadas "falsas" conferências de imprensa. Aquelas sem direito a perguntas no fim e que, de vez em quando, acontecem cá no burgo. Utilizar os profissionais da comunicação como simples correias de transmissão, não! Em Espanha, ao que parece, será assim. Haverá coragem, neste cantinho da península, para fazer igual?segunda-feira, 5 de maio de 2008
Muita parra, pouca uva
O director nacional da Polícia Judiciária deu uma entrevista que está a levantar polémica. Alípio Ribeiro defendeu a passagem da PJ para um ministério que aglutinasse todas as polícias. O que o homem foi dizer. Caíu o "carmo e a trindade". Ele não deveria ter dado a entrevista. Não tem feeling comunicacional. Os agentes sindicalistas deviam entreter-se com situações mais sérias. O ministro da Justiça devia centralizar em si o que pode ou não dizer o director nacional aos media. Aqui defendo a "lei da rolha", em nome da boa execução das investigações. "Cada cabeça sua sentença" -isso na PJ não pode acontecer!
domingo, 4 de maio de 2008
Borrar a pintura
Para variar Alberto João Jardim borrou a pintura: alimentando a ilusão de vir a ser líder nacional do PSD e constatando a não existência de apoios e vagas de peso, vem mostrar o que estava mais que previsto: depois de algumas declarações coerentes, Jardim aponta baterias a Ferreira Leite e diz-se ao lado de...Pedro Santana Lopes. Muito mau. Mesmo. Acabou de vez a possibilidade de ser levado a sério, no continente.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Imprensa amiga, uma vez mais
Já não é novidade para ninguém que a Imprensa é muitas vezes parcial. Saca da cartilha da pluralidade quando se sente acossada, mas no fundo tira partido por uma das partes. Passa-se essa situação agora com a candidatura de Manuela Ferreira Leite. Quase todos os editoriais, análises e reportagens "puxam" por aquela a quem, vergonhosamente, já apelidaram de "dama de ferro", numa comparação ultra-infeliz à antiga primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher. Manuela surge já como vencedora antecipada. Do passado da ex-ministra cavaquista pouco se fala: das suas medidas anti-populares, das manifestações, do "apertar de cinto" cego. A imagem é de que Manuela é autoritária, credível, com curriculum que fala por si. Não entendo. A senhora é credível, mas em relação ao cv político, gostava que os media me dizessem que eleição ganhou, a que sufrágio se submeteu. Sei que sou mal interpretado, mas a comparação com Alberto João Jardim é infeliz. O homem é buçal, inconveniente, "põe-se a jeito". Mas, separadas as águas, ganhou dezenas de eleições, mudou a Madeira e é - por mais que isso custe aos intelectuais do PSD e aos feitores de opinião de serviço - coerente, governando ao centro-esquerda. Há muita gente, cá, que o gostava de o ver a defrontar Sócrates. Parece caricato, reconheço. Seria, no entanto, agradável, a Imprensa não passar um atestado de irresponsabilidade ignorante aos madeirenses que o têm elegido. Mais, Jardim foi presidente das regiões ultraperiféricas da UE durante 10 anos. Não votaria nele, mas que tem mais "obra" que todos os outros, lá isso tem. A Imprensa insiste na ridícula questão dos milhões transferidos e perdoados à Madeira. Esquecem-se é das políticas de perdão a Angola, Moçambique, etc. Sem que de lá saia nenhuma contrapartida.
PS: Há órgãos de comunicação que estão a dar uma atenção desmesurada a um candidato que me surpreende, pelo ridículo das suas declarações e até da própria pose. O homem, que não larga o título académico da mão, é uma anedota.
PS: Há órgãos de comunicação que estão a dar uma atenção desmesurada a um candidato que me surpreende, pelo ridículo das suas declarações e até da própria pose. O homem, que não larga o título académico da mão, é uma anedota.
Jardel
Mário Jardel teve uma carreira fulgurante ao serviço do Porto e do Sporting. Mais de 400 golos em jogos oficiais (incluindo o Brasil), bi-bota de ouro. O avançado - dos melhores que passaram em Portugal - foi ídolo e inspirou até Rui Veloso numa música intitulada "Voar como Jardel"! Fez as delícias de adeptos. Depois surgiram os escândalos, a separação da mulher, a utilização de drogas. Hoje, no Telejornal, Mário deu a cara, como poucos o fazem. Independentemente de tudo deu uma lição, ao reconhecer os erros e a pedir desculpas a quem "magoou". Sobre os apoios que tem tido, zero. Os que o idolatravam, viraram-lhe as costas. Só um pequeno circulo familiar o ajuda. É de tirar o chapéu a coragem. Sobre as razões da tragédia que interromperam uma bela carreira só ele saberá. Isso pouco importa, agora. Este caso vem mostrar o que já não é novidade: quando se está na "mó de cima" todos gravitam, na desgraça, afastamento é a palavra de ordem. É o lado humano, senhores!
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