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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O vira casacas


Na minha terra diz-se que quem anda na política, seja PS, PSD, PCP ou CDS, quer é poleiro. O povo, sábio, resigna-se às evidências, de que quando lá estão "são todos farinha do mesmo saco". O Zé de Lisboa andou anos a fio a condenar as políticas dos eleitos na câmara. Zurziu, esbracejou, verberou, percorreu quilómetros pelas ruas e vielas da capital, apontando o dedo aos verdadeiros "atentados". Uma vez eleito, o bom do Zé borregou, suavizou-se, acalmou. E como o cheirinho a poder cria sempre deslumbramentos, o homem encostou-se ao presidente António Costa e mandou o Bloco de Esquerda, partido pelo qual foi eleito, dar uma curva ao bilhar grande. Quem o viu e quem o vê. Grande artista este Zé.

domingo, 16 de novembro de 2008

O Meireles


Ainda existem locais agradáveis, gente simpática, simplória e a cozinhar com base no saber feito durante muitos anos ao fogão. Em Lisboa, a Esquina da Fé mantém a tradição. Na rua da Fé (perpendicular à de S. José) o sr. Fernando continua a apresentar os bons croquetes de vitela (diz que feitos com a ajuda do sr. Meireles, o empregado de mesa e sócio), o saboroso bacalhau com batatas a murro ou o tradicional bitoque em prato de barro. A acompanhar as batatas fritas no momento, o esparregado, legumes da época ou a salada mista bem temperada. Com uma mostra de vinhos que não envergonha nenhuma garrafeira, podemos ter a sorte de saborear um pudim de ovos quentinho. Para além da boa companhia dos dois sócios. A Esquina da Fé ou "o Meireles", como também é conhecido, encerra ao Domingo.

domingo, 12 de outubro de 2008

No Chiado

Ficar por Lisboa pode não ser um pesadelo. Ainda há alguns (poucos) sítios onde se pode descontrair sem entrar na bagunça dos centros comerciais ou andar pelas ruas sujas da baixa. É verdade que abunda muita imundice, pouca alegria, pouco movimento de gente. No Chiado podemos (ainda) tomar o pequeno-almoço na Brasileira e descer até à FNAC, passando pela bonita Bertrand e contemplar as lojas da rua Garrett. Uma alternativa para as manhãs cinzentas de Domingo.

Contemplar Lisboa...do alto


Enquanto o frio das noites outonais não se faz sentir é bom contemplar Lisboa do alto. Na Graça há a Albergaria Senhora do Monte, na calçada com o mesmo nome e junto do miradouro. Encerra às 24h e tem um terraço aprazível. A considerar para um café (servido em balão) e um digestivo após um jantar. Lisboa, a nossos pés, chega com alguma iluminação e silenciosa. Antes de regressar a casa pode sempre passar pela padaria da praça do Chile. As bolas de berlim vêm quentinhas. Uma boa maneira de acabar o fim-de-semana.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sem saída

Pedro Santana Lopes deverá ser o candidato do PSD à Câmara de Lisboa. De novo, esforçadamente. Disse-me, por mais de uma vez, um director municipal que com ele tinha de ir a despacho, que o ex-quase tudo é de uma instabilidade alarmante. Desde a desmarcar sucessivas reuniões a abandonar abruptamente encontros, Santana Lopes foi um vendaval que passou por Lisboa. Efectivamente é um político que não consegue viver sem a política, nem sem o ordenado que ela lhe dá, leia-se.

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