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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

VISÃO vs Paulo Teixeira Pinto

A VISÃO desta semana faz um retrato, muito ordinário e inapropriado de Paulo Teixeira Pinto (PPT). Publica "factos" com base em fontes anónimas (que inclui um neurologista) que relatam episódios da vida do ex-banqueiro, em 2008. Nunca gostei de ver a Imprensa surfar sobre a dor dos outros. Incomoda-me. Aborrece-me. Pôr numa revista que PPT está a sofrer por eventuais danos divinos devido ao seu afastamento da Opus Dei é de uma patifaria reles. Especialmente porque tal acontece apenas duas semanas depois de ele ter perdido um filho. Fazer descrições sobre o seu comportamento no funeral é de um mau gosto (para não parafrasear Jardim e chamar um nome feio à jornalista que assina a peça) condenável. A VISÃO que, globalmente, é uma boa revista, foi longe demais. Não lhe ficaria nada mal emendar a mão. Infelizmente muito do nosso jornalismo precisa de credibilidade, bom senso e profissionalismo.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ser mauzinho

Maria Filomena Mónica é uma académica respeitada. Uma voz ouvida. Gosto da sua frontalidade (em tanto do seu pessimismo militante). Em entrevista apaixonada à VISÃO a autora refere que em Portugal "há para aí três pessoas cultas". Até concordo com a "força de expressão". Pergunta que o jornalista deveria ter feito e não fez: - "Considera-se uma dessas pessoas"? "E António Barreto está na lista"? "Já agora Vasco Pulido Valente"? Sei que estou a ser mesquinha, mas se fosse eu garanto que perguntava. É que a nossa imprensa estão tão light, tão bem comportadinha, tão políticamente correcta, que parece que está a sempre a desenvolver constantes favores. Alegadamente, sublinhe-se.

domingo, 12 de outubro de 2008

Nada de novo?

Confesso: só há meia hora peguei na VISÃO. Passei o fim-de-semana sem olhar para um jornal. A pausa impôs-se por motivos de boa "higiene mental". A crise financeira mundial, o custo de vida a piorar, os juros a subirem, as poupanças em risco...deixaram-me de rastos. Na verdade não senti grande falta de buscar informação. Afinal, para além do empate de Portugal na Suécia, nada de novo neste país? Aguardo, pacientemente, pela apresentação do Orçamento do Estado para 2009...Suspeito que o mau momento vai continuar.
Boa semana.1
1 Fiquei a saber que os ABBA estão aí para ficar. Número 1 de vendas na FNAC, o incontornável "Dancing Queen" é de 1976. A canção foi de homenagem à rainha Sílvia (acabada de casar com o rei Carlos Gustavo). Só mais uma curiosidade: Sílvia fala português. É filha de uma brasileira.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

E a saga continua

Confesso: estou quase a perder a paciência para com as revistas SÁBADO e VISÃO. Cada edição é pior que a anterior. As mentes iluminadas que mandam nas publicações ainda não se aperceberam que 90% da populaça não tem dinheiro para gastar nos famigerados roteiros de Verão recomendados? A fraqueza de ideias é tão grande (o reverso é receber chorudos cheques em publicidade) que assusta. Vão para a estrada, investiguem, perguntem, larguem o telemóvel e façam artigos de jeito.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A sina de se chamar SÁBADO

A revista SÁBADO chegou para destronar a acomodada VISÃO. Daí para cá tem sido um “vê se te avias” de quem consegue mais audiências. Na última edição, a SÁBADO faz manchete com o sugestivo título de “Médicos viciados”. Uma delícia. Ler a “reportagem” é um acto heróico para o leitor mais exigente. A pobreza dos factos apresentados nem daria para o mísero 10 com que muitos alunos escapam às orais da faculdade. A revista lança a suspeita, generalizada, sobre uma classe hiper-corporativa, sem brio, atabalhoadamente. Fala de um cirurgião que opera bêbado, dando umas pistas miseráveis sobre quem possa ser. São páginas triviais que não vem acrescentar nada de novo em que o cuidado maior é produzir os prós e os contras das substâncias inseridas por alguns clínicos. Num país à séria a revista teria de se explicar às autoridades competentes. O erro não está em denunciar, está em apontar o dedo, baseado num manto de retalhos. Eu, como muitos, gostava de saber em que zona do país está o maior número de médicos “perigosos”. Em que concelhos, em que faixas etárias, etc. Já agora lanço o desafio: e que tal a SÁBADO fazer uma reportagem alargada no “Snob”, a partir da 1 da manhã. Pode ser em qualquer dia da semana. Garanto que vai encontrar muito viciado…em jornalismo e noutras coisas.

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