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segunda-feira, 30 de março de 2009

A notícia do Expresso

O Expresso de sábado passado concede uma página com o sugestivo título: "Tudo em família". Relata o peso de familiares da administração regional da Madeira em diversos serviços. Para o madeirense comum e informado esta é uma não notícia. 1.º - não há parentesco entre membros (topo) do governo regional. 2.º - não se fala do peso da família "Jaime Ramos" na economia regional, bem mais preocupante. Este é o típico trabalhinho para "inglês ver" e para irritar Jardim (depois, queixem-se). Reconheço algum interesse jornalístico, mas, por favor, reunam mais. Gostava que fizessem, numa próxima edição, a genealogia de alguns clãs "potentes" do continente. Terão coragem?

quarta-feira, 25 de março de 2009

Vão trabalhar!

Notícia de última hora: os patrões dos órgãos de comunicação social vão começar a inserir uma nova alínea nos contratos de trabalho dos jornalistas: "é expressamente proibido, no exercício da profissão, dentro das instalações do jornal/televisão/rádio «x» ou em reportagem no exterior, escrever em blogues, Twitter e outras redes sociais, através do computador atribuído e/ou do telemóvel". A ERC, Inspecção-Geral do Trabalho, a Comissão da Carteira e o próprio Sindicado dos Jornalistas já deram parecer positivo. O objectivo é pôr certos "escribas" - que debitam opiniões, imagens, certidões - a produzir para quem efectivamente lhes paga.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dúvidas papais

Gostava de saber se o Papa foi questionado pelos jornalistas que o acompanham a África, a se pronunciar sobre a utilização do preservativo como forma de evitar a propagação da SIDA ou se foi Bento XVI a eleger esse tema para fazer uma declaração, antes de aterrar nos Camarões. Esse pormenor é imprescindível para perceber os verdadeiros intentos da viagem papal. É que, entretanto, o Papa tem vindo a fazer um conjunto de declarações importantes que estão a ser completamente abafadas pela famigerada questão. Bento XVI defende a doutrina da Igreja com a qual eu e a maior parte dos católicos não concorda, mas que se poderia esperar que afirmasse?

segunda-feira, 16 de março de 2009

No pasa nada

Helena Roseta revelou a Alexandra Lecanstre, ontem à noite, no TVI24, que precisa de momentos de silêncio, de se "ausentar" durante 2 ou 3 dias, de vez em quando. Quando regressa "reactualiza-se", constatando que não perdeu grande coisa nem se passou nada de especial no país. Não podia estar mais de acordo. As ausências são fundamentais para mantermos uma saúde mental equilibrada. Largar jornais, revistas e televisões é um imperativo. Passar um fim-de-semana ao sabor da programação da tv ou das folhas dos jornais é exercício masoquista. Há de tudo. Desde o agastado comentário futebolístico permanente às opiniões da hipotética namorada do primeiro-ministro às políticas governamentais, decididas... pelo namorado, passando pela (re)exibição de filmes ao tutano. Aos fins-de-semana é fechar para balanço. A bem da saúde.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Puro veneno

Será que a maioria dos jornalistas sabe que o zé povo, aquele que decide quem ganha o quê nas urnas está-se a cagar (literalmente) se Manuel Alegre foi ou não ao congresso do PS? À falta de melhor, os escribas da praça fartam-se de lhe dar tempo de antena. Como não há oposição digna de nome, que venha o Alegre com mais umas larachas. Irra!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sem espinhas (II)

Muitos bloggers estão incomodados com as coisas que o "pai" da Nação disse na TVI24. Diversos "pensadores" (quase todos jornalistas) estão a dar pancadinhas em Mário Soares por ele ter atribuído qualidades que eles não reconhecem a José Sócrates. Disse o ex-Presidente que o PM é "emotivo" e nada "arrogante". Mais, afirmou que a comunicação social estava à espera que Manuel Alegre fosse a Espinho fazer "uma peixeirada". Disse ainda Soares que há muita "má vontade" para com Sócrates, na comunicação social. Se eu desconheço o lado afectivo do PM, reconheço a tendência que muitos escribas têm para verter "sangue" nas páginas dos jornais e nas televisões. Grande parte das vezes sem razão nenhuma. Mas o que pensavam que Mário Soares ia dizer sobre José Sócrates e a sua liderança? Ou eu não percebo mesmo nada do assunto ou a maioria dos jornalistas que escreve em blogues não anda a ler (e a acompanhar) o que Soares tem andado a dizer nos últimos tempos. Provavelmente passam demasiado tempo sentados à frente do Twitter e do blogue (puro veneno)...

Sem espinhas


Mário Soares malhou forte na comunicação social, na estreia do programa "Cartas na mesa", de Constança Cunha e Sá, da TVI24. O patriarca do burgo não foi de modas e só faltou mesmo nomear os nomes dos jornalistas que têm feito a vida negra ao primeiro-ministro José Sócrates. Se Soares não fez grandes revelações sobre nada, teve, ao menos, o mérito de falar sem pruridos e rodriguinhos sobre uma comunicação social (comentadores à mistura) que teima em deturpar e a criar factos políticos. A jornalista Constança (mulher do ácido Pulido Valente) ouviu tudo com muita calma e até com sorrisinhos. Gostei de ver o "tio Mário" malhar na imprensa sem ser interrompido. Sério!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

TVI 24

Sinceramente não gostei. E confesso que estava com expectativas elevadas pelo início da emissão do novo canal da TVI. Nada de especial sobre o desempenho de Henrique Garcia. Faltou-lhe o nervosismo inicial que a idade já se encarregou de sanar e a vontade de inovar. Não gostei dos comentários de Pina Moura e Bagão Félix (que foi depois a correr para a RTP N). O primeiro passa mal em televisão e o segundo fala sobre tudo...e não diz nada. O debate que juntou Vital Moreira, Rui Ramos e Vasco Pulido Valente (que precisa de umas consultas de terapia da fala) foi uma cópia com outras caras. Nenhum deles emergiu. A partir das 23h e já com bocejos à mistura vi - sem encanto - a reportagem do homem que pariu uma criança, mas que é, na verdade, uma mulher. Também já conhecia a história...
Sinceramente esperava directos, comentários curtos, incisivos, histórias de vida, denúncias sociais. Não vi nada disso. E há tanto por onde pegar... Julgo, ao que me disseram, ter perdido uma boa noite informativa na SIC-N. A ver vamos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

À Sábado

Mais uma edição mais um tema de capa hilariante. É assim a revista SÁBADO (grupo Cofina). Não se percebe onde começa a informação e acaba a propaganda. Jornalismo não é, de certeza.

E que tal este juiz?

O magistrado espanhol que aplicou esta exemplar pena, deveria estar em Portugal a julgar Domingos Névoa, Pimenta Machado, Isaltino de Morais, Fátima Felgueiras, Oliveira Costa (e o melhor é ficar por aqui que o rol é grande).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Puro veneno (ou talvez não)

Manuela Ferreira Leite surge, hoje, em boa forma na quase generalidade da imprensa. Já era sem tempo. Os económicos dão-lhe colunas generosas. O Jornal de Negócios escolhe, até, fotos favoráveis à líder social-democrata. Leva, inclusive, "seta para cima" na página 2 do jornal da Cofina. O Diário Económico apresenta um género de publireportagem, da autoria de Inês Serra Lopes. Um mimo. A VISÃO é-lhe igualmente favorável. Amigos deste blogue juram a pés juntos que Manuela deu finalmente o braço a torcer e já começou a almoçar com alguns jornalistas da praça e a seguir os conselhos de conhecidos "marketeiros" políticos. E como são os media que determinam a sorte dos líderes partidários, Ferreira Leite está, por uns dias (ao menos) em estado de graça.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Salazar, Salazar, Salazar

O antigo presidente do Conselho, Oliveira Salazar, nunca esteve tanto na berra. O seu nome, poupado e temido no seu tempo, é, agora, usado e abusado. Depois de tantos livros, uma mini-série televisiva rasca, de mil e um artigos vários, a revista SÁBADO brinda-nos, na sua última edição, com retalhos da vida íntima do ditador. Sem novidade, sem rasgo, sem investigação. Foi trabalhinho fácil, à secretária, com os livros do Fernando Dacosta e da Felícia Cabrita e...escreva-se.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jornalistas e políticos

Tive pena de não ter conseguido ver ontem a entrevista de Mário Crespo a Maria José Morgado. Mas lá em casa há uma regra inquebrável: à hora do jantar, televisão desligada! As primeiras perguntas foram interessantes. Sobre se a magistrada usa telemóvel e se ouve "barulhos" durante as conversações. O jornalista da SIC continua na berlinda. Ontem, num artigo de opinião no JN decidiu atirar com uma série de interrogações, que motivaram a ira de muitos, reacções primárias e corporativas, como a de Fernanda Câncio, namorada do primeiro-ministro e jornalista do DN. Neste autêntico turbilhão de meias críticas, meias denúncias, muitos órgãos de comunicação social vão perdendo tempo com o acessório. Quanto a Mário Crespo há que perguntar: se aconteceu o que vem denunciando às pinguinhas, porque não age em conformidade? Porque manteve o convite ao ministro da Presidência, quando foi alvo de alegadas pressões, antes de o entrevistar? Quanto a Fernanda Câncio não seria melhor manter recato e descrição, dada à proximidade com o PM? É que quando está com a "caneta" na mão não deixa de ser namorada do PM...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Rústico

Comentei ontem com um amigo, jornalista, a minha preocupação por, às 18h, ainda não ter lido uma linha do que vinha nos jornais. Ele, serenamente, sossegou-me, referindo que não perderia nada se o não fizesse e que não se passava nada de especial. Ainda insisti pelo tema do dia, mas voltou a carregar: nada de novo. Que talvez surgisse ao cair da noite. Um jornalista, numa redacção, a dizer-me isto? Pois bem, tal como ontem, hoje também não há nada nos periódicos. Digno de nota, digno de leitura atenta. É tudo um manto de horrores, de notícias requentadas, de falsas novidades, de opiniões fraquinhas. Mais do mesmo. Nada de novo sobre a Terra, portanto. Há pouco abri o "Abrupto" e, cruzes credo, voltei a fechá-lo. A obsessão pelo caso Freeporte e pelo PM tornou-se patológica. Passiei por mais uns blogues e...nada. Até o Jornal de Negócios, que à sexta é melhor, vem, apenas, qb. A Anabela Mota Ribeiro já me aborrece. As entrevistas de "vida" ou o que lhes quiserem chamar cheiram a mofo de divã de psicanalista principiante: a mania recorrente de perguntar pela influência do pai, da mãe e do avô na vida das vítimas já deu melhores frutos. Não há mesmo nada para contar?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sol de Inverno


Acreditam que o semanário SOL vai subir nas vendas por causa das denúncias do caso Freeport? Por muita pena que tenha de quem lá trabalha, não acredito.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Confiança ameaçada

As primeiras 8 páginas do PÚBLICO de hoje são demolidoras para o primeiro-ministro. Fazendo o que lhe compete, o jornal está a investigar e a produzir matéria noticiosa sobre a imensa núvem de dúvidas que colocam Sócrates no epicentro da tempestade política. Do polémico licenciamento das casas da Guarda, ao caso Freeport, passando pela trapalhada de envolver a OCDE num reltório sobre a edução em Portugal que nunca foi da sua autoria, a publicação da Sonae escancara a careca de José Sócrates. E se em tudo isto nada foi provado, há uma palavra que fere a imagem do PM: confiança. O fumo está a ficar denso demais.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mais espuma


Afinal parece que os projectos assinados por José Sócrates, na Guarda, há mais de 20 anos, não tiveram tratamento especial da autarquia. É o que diz um inquérito municipal que os membros do PSD local já contestaram e querem enviar para o Ministério Público. Aliás está na moda invocar o MP por tudo e por nada. O organismo não faz nada, mas na dúvida manda-se para lá. Nesta algarviada geral em torno do primeiro-ministro começa já a notar-se um certo cansaço. Um fastio. A oposição não sabe tratar da questão (politicamente) e a comunicação social dispersa-se, em vez de fazer o seu trabalho: informar com rigor. Começa a sobressair um Sócrates vitimizado perante a teoria da cabala. E o povo gosta de proteger as vítimas, os injustamente crucificados.

Espuma


Grande parte dos pseudo-moralistas nacionais questionam-se, sempre que há casos que belisquem o governo, sobre o papel da RTP. Afligem-se, em demasia, com o alinhamento do telejornal, cronometram as notícias, comentam o ar dos jornalistas. Emoções à parte, não existem outros dois canais generalistas e um noticioso? A mim incomoda-me mais ver a SIC a fazer processos de lavagem diários: primeiro com o ministro da Presidência, depois com Freitas do Amaral, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Sócrates. E não invoquem, por favor, a velha história de que a RTP é paga por todos nós.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A voz do dono

Se houvesse alguma dúvida sobre a pobreza que perpassa a imprensa na actualidade, sintonize agora a SIC. Mário Crespo, o jornalista televisivo do momento entrevista Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, braço-direito de José Sócrates. Tema: caso Freeport. O convidado anunciado para a "conversa" de hoje era Pedro Passos Coelho. Crespo mudou de ideias. A emergência da dita actualidade obrigou-o a levar a "voz do dono" a estúdio. Será arriscado ajuizar se fez bem ou não. Silva Pereira não acrescentou nenhum aspecto novo ao caso. Limitou-se a alimentar a tese da "urdidura" ao PM. A SIC e Mário Crespo (por mais acutilante que seja) não perceberam isso?

Freeport derrotará Sócrates?

Alguém minimamente esclarecido acredita que o povo português vai penalizar José Sócrates, nas legislativas, devido ao chamado "caso Freeport"? Num PAÍS da Europa Ocidental o primeiro-ministro já teria saído, pelo próprio pé, quando rebentou o escândalo da sua alegada licenciatura. Passou e quase ninguém fala do assunto. Basta ver o alinhamento da nossa imprensa para perceber que nenhum elemento novo ao polémico licenciamento da superfície comercial vai atrapalhar a caminhada de Sócrates a mais uma vitória absoluta. O processo será sempre esmiuçado na esfera política, por mais que a oposição queira que seja no judicial.

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