Mostrar mensagens com a etiqueta mário crespo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mário crespo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de março de 2009

Vómito


Henrique Medina Carreira não tem nada de novo para dizer. O famigerado ex-ministro das Finanças, advogado, estudioso do estado da economia, tornou-se cansativo ao recorrer sempre ao mesmo género de argumentação, utilizando os mesmos soundbites e mantendo o registo dramático-obsessivo-pessimista. Normalmente fala para plateias relativamente diminutas, na SIC N, onde tem lugar reservado, uma vez por ano, no "Negócios da Semana". Ontem Mário Crespo catapultou-o para audiências mais generosas, na entrevista que conduz na "SIC mãe". Medina, baralhado, afirmou que deveria estar a ser visto por 50 mil almas. Crespo, de olhar esbugalhado, assegurou que eram muitas mais. Conversa da treta para aguentar audiências num tom gastíssimo. Que novidades tem Medina Carreira para dar para merecer um convite para o prime-time? Será que os jornalistas não vêem que este homem não acrescenta nada de novo, para além do militante cepticismo acerca de tudo?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jornalistas e políticos

Tive pena de não ter conseguido ver ontem a entrevista de Mário Crespo a Maria José Morgado. Mas lá em casa há uma regra inquebrável: à hora do jantar, televisão desligada! As primeiras perguntas foram interessantes. Sobre se a magistrada usa telemóvel e se ouve "barulhos" durante as conversações. O jornalista da SIC continua na berlinda. Ontem, num artigo de opinião no JN decidiu atirar com uma série de interrogações, que motivaram a ira de muitos, reacções primárias e corporativas, como a de Fernanda Câncio, namorada do primeiro-ministro e jornalista do DN. Neste autêntico turbilhão de meias críticas, meias denúncias, muitos órgãos de comunicação social vão perdendo tempo com o acessório. Quanto a Mário Crespo há que perguntar: se aconteceu o que vem denunciando às pinguinhas, porque não age em conformidade? Porque manteve o convite ao ministro da Presidência, quando foi alvo de alegadas pressões, antes de o entrevistar? Quanto a Fernanda Câncio não seria melhor manter recato e descrição, dada à proximidade com o PM? É que quando está com a "caneta" na mão não deixa de ser namorada do PM...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A voz do dono

Se houvesse alguma dúvida sobre a pobreza que perpassa a imprensa na actualidade, sintonize agora a SIC. Mário Crespo, o jornalista televisivo do momento entrevista Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, braço-direito de José Sócrates. Tema: caso Freeport. O convidado anunciado para a "conversa" de hoje era Pedro Passos Coelho. Crespo mudou de ideias. A emergência da dita actualidade obrigou-o a levar a "voz do dono" a estúdio. Será arriscado ajuizar se fez bem ou não. Silva Pereira não acrescentou nenhum aspecto novo ao caso. Limitou-se a alimentar a tese da "urdidura" ao PM. A SIC e Mário Crespo (por mais acutilante que seja) não perceberam isso?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mário Crespo no seu labirinto


Que fique bem claro: nada tenho contra Mário Crespo. Não o conheço. Apenas da televisão e como jornalista. Reconheço-lhe, na minha modesta sabedoria, virtudes e profissionalismo, mas começo também a ver que ele se vangloria, qual bebedeira, à volta das suas próprias palavras. Entrevistou ontem Luís Gomes. Vi apenas a ponta final do programa. E não queria acreditar. Crespo questionou o homem que tomou conta de Esmeralda até há pouco tempo no sentido de saber se a menina estava a ser medicada. Que não, disse o sargento. Crespo sacou das suas cábulas para dizer que sim. Referiu o nome do medicamento, prescrito por uma pedopsiquiatra. Pensei, como provavelmente todos pensaram: Luís Gomes está a esconder um facto importante! Não. A menina tomou o tal medicamento, mas já não o toma. (É a partir daqui que entra o espectáculo, a procura de sangue televisivo.) Não satisfeito, Crespo insiste na discussão farmacológica, questionando o seu convidado se considera normal Esmeralda ter tomado um medicamento cuja literatura desaconselha a administração a menores de 15 anos. Atónito, Luís Gomes insiste que foi receitado por um médico e que ele não é especialista para se pronunciar.

Pergunto: Mário Crespo não vê que faz uma péssima figura ao tentar aferir a eficácia da toma de medicamentos? Não estará a imiscuir-se numa discussão que não é jornalística, que foi hiper mediatizada e comprada pelos media? Que mais-valia traz isso ao processo? Que importância tem o seu último comentário, de que não queria ser juiz daquele caso... Efectivamente um mau serviço à comunicação social.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O circo emotivo que Crespo promete para logo à noite

Quase todos os jornais estão a publicitar a segunda entrevista de Mário Crespo na SIC, de forma e epectacular. O mais famoso apresentor de talk show televisivos em Portugal vai questionar o "Sargento Luís Gomes". A profissão do homem que cuidou de uma menor até há bem pouco tempo tem servido de bengala mediática nunca vista. O homem não é simplesmente Luís Gomes. É também sargento. (Sorte a dele). Enoja a forma parcial como os media vêm tratando um caso que é, acima de tudo, da Justiça. Se Mário Crespo enveredar pela condução romanceada da entrevista, como fez a Alberto João Jardim, teremos, então mais um momento "rigorosamente a não perder" na televisão portuguesa.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Surreal momento televisivo

Mário Crespo levou ontem ao seu jornal das 9, da SIC N, o último ministro dos Negócios Estrangeiros do antigo regime. Rui Patrício está velho, mas tem a memória fresca. O problema é que o jornalista gosta, de vez em quando, de revelar a sua veia literária e de sacar uma série de frases de diversos livros. Nem sempre é feliz. Rui Patrício continua a defender a sua dama e as políticas marcelistas, designadamente em relação às ex-colónias. Crespo quis "fazer o bonitinho" e perdeu um momento único de protagonizar uma entrevista que poderia ter sido interessante. Ficou-se pelas minudências no confronto, enfim, do que poderia ter sido e não foi. Perdeu-se na vertigem da auto-glorificação, na bebedeira narcísica de se auto-referir (era alferes quando Patrício era MNE). Não havia necessidade. Rigorosamente.

Contador

Hit Counters