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terça-feira, 10 de março de 2009

Vómito


Henrique Medina Carreira não tem nada de novo para dizer. O famigerado ex-ministro das Finanças, advogado, estudioso do estado da economia, tornou-se cansativo ao recorrer sempre ao mesmo género de argumentação, utilizando os mesmos soundbites e mantendo o registo dramático-obsessivo-pessimista. Normalmente fala para plateias relativamente diminutas, na SIC N, onde tem lugar reservado, uma vez por ano, no "Negócios da Semana". Ontem Mário Crespo catapultou-o para audiências mais generosas, na entrevista que conduz na "SIC mãe". Medina, baralhado, afirmou que deveria estar a ser visto por 50 mil almas. Crespo, de olhar esbugalhado, assegurou que eram muitas mais. Conversa da treta para aguentar audiências num tom gastíssimo. Que novidades tem Medina Carreira para dar para merecer um convite para o prime-time? Será que os jornalistas não vêem que este homem não acrescenta nada de novo, para além do militante cepticismo acerca de tudo?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

TVI 24

Sinceramente não gostei. E confesso que estava com expectativas elevadas pelo início da emissão do novo canal da TVI. Nada de especial sobre o desempenho de Henrique Garcia. Faltou-lhe o nervosismo inicial que a idade já se encarregou de sanar e a vontade de inovar. Não gostei dos comentários de Pina Moura e Bagão Félix (que foi depois a correr para a RTP N). O primeiro passa mal em televisão e o segundo fala sobre tudo...e não diz nada. O debate que juntou Vital Moreira, Rui Ramos e Vasco Pulido Valente (que precisa de umas consultas de terapia da fala) foi uma cópia com outras caras. Nenhum deles emergiu. A partir das 23h e já com bocejos à mistura vi - sem encanto - a reportagem do homem que pariu uma criança, mas que é, na verdade, uma mulher. Também já conhecia a história...
Sinceramente esperava directos, comentários curtos, incisivos, histórias de vida, denúncias sociais. Não vi nada disso. E há tanto por onde pegar... Julgo, ao que me disseram, ter perdido uma boa noite informativa na SIC-N. A ver vamos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Jornalistas e políticos

Tive pena de não ter conseguido ver ontem a entrevista de Mário Crespo a Maria José Morgado. Mas lá em casa há uma regra inquebrável: à hora do jantar, televisão desligada! As primeiras perguntas foram interessantes. Sobre se a magistrada usa telemóvel e se ouve "barulhos" durante as conversações. O jornalista da SIC continua na berlinda. Ontem, num artigo de opinião no JN decidiu atirar com uma série de interrogações, que motivaram a ira de muitos, reacções primárias e corporativas, como a de Fernanda Câncio, namorada do primeiro-ministro e jornalista do DN. Neste autêntico turbilhão de meias críticas, meias denúncias, muitos órgãos de comunicação social vão perdendo tempo com o acessório. Quanto a Mário Crespo há que perguntar: se aconteceu o que vem denunciando às pinguinhas, porque não age em conformidade? Porque manteve o convite ao ministro da Presidência, quando foi alvo de alegadas pressões, antes de o entrevistar? Quanto a Fernanda Câncio não seria melhor manter recato e descrição, dada à proximidade com o PM? É que quando está com a "caneta" na mão não deixa de ser namorada do PM...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Rústico

A SIC decidiu, na rubrica "Nós por cá" de ontem, denunciar a existência de um poste de electricidade em plena via pública, no Estoril. No formato popularucho e em horário nobre, deu corpo à notícia Joana Latino, jornalista-espectáculo da estação. Assisti a um fartote de asneiras mal montadas e em catadupa. Era a Joana a conduzir, era a Joana junto ao poste, era a Joana a conversar com o carteiro que passou de mota, era a Joana a 3D, era a Joana de cima, era a Joana de baixo. Um bom exemplo do que não deve ser feita uma notícia.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Espuma


Grande parte dos pseudo-moralistas nacionais questionam-se, sempre que há casos que belisquem o governo, sobre o papel da RTP. Afligem-se, em demasia, com o alinhamento do telejornal, cronometram as notícias, comentam o ar dos jornalistas. Emoções à parte, não existem outros dois canais generalistas e um noticioso? A mim incomoda-me mais ver a SIC a fazer processos de lavagem diários: primeiro com o ministro da Presidência, depois com Freitas do Amaral, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Sócrates. E não invoquem, por favor, a velha história de que a RTP é paga por todos nós.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A voz do dono

Se houvesse alguma dúvida sobre a pobreza que perpassa a imprensa na actualidade, sintonize agora a SIC. Mário Crespo, o jornalista televisivo do momento entrevista Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, braço-direito de José Sócrates. Tema: caso Freeport. O convidado anunciado para a "conversa" de hoje era Pedro Passos Coelho. Crespo mudou de ideias. A emergência da dita actualidade obrigou-o a levar a "voz do dono" a estúdio. Será arriscado ajuizar se fez bem ou não. Silva Pereira não acrescentou nenhum aspecto novo ao caso. Limitou-se a alimentar a tese da "urdidura" ao PM. A SIC e Mário Crespo (por mais acutilante que seja) não perceberam isso?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mário Crespo no seu labirinto


Que fique bem claro: nada tenho contra Mário Crespo. Não o conheço. Apenas da televisão e como jornalista. Reconheço-lhe, na minha modesta sabedoria, virtudes e profissionalismo, mas começo também a ver que ele se vangloria, qual bebedeira, à volta das suas próprias palavras. Entrevistou ontem Luís Gomes. Vi apenas a ponta final do programa. E não queria acreditar. Crespo questionou o homem que tomou conta de Esmeralda até há pouco tempo no sentido de saber se a menina estava a ser medicada. Que não, disse o sargento. Crespo sacou das suas cábulas para dizer que sim. Referiu o nome do medicamento, prescrito por uma pedopsiquiatra. Pensei, como provavelmente todos pensaram: Luís Gomes está a esconder um facto importante! Não. A menina tomou o tal medicamento, mas já não o toma. (É a partir daqui que entra o espectáculo, a procura de sangue televisivo.) Não satisfeito, Crespo insiste na discussão farmacológica, questionando o seu convidado se considera normal Esmeralda ter tomado um medicamento cuja literatura desaconselha a administração a menores de 15 anos. Atónito, Luís Gomes insiste que foi receitado por um médico e que ele não é especialista para se pronunciar.

Pergunto: Mário Crespo não vê que faz uma péssima figura ao tentar aferir a eficácia da toma de medicamentos? Não estará a imiscuir-se numa discussão que não é jornalística, que foi hiper mediatizada e comprada pelos media? Que mais-valia traz isso ao processo? Que importância tem o seu último comentário, de que não queria ser juiz daquele caso... Efectivamente um mau serviço à comunicação social.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O circo emotivo que Crespo promete para logo à noite

Quase todos os jornais estão a publicitar a segunda entrevista de Mário Crespo na SIC, de forma e epectacular. O mais famoso apresentor de talk show televisivos em Portugal vai questionar o "Sargento Luís Gomes". A profissão do homem que cuidou de uma menor até há bem pouco tempo tem servido de bengala mediática nunca vista. O homem não é simplesmente Luís Gomes. É também sargento. (Sorte a dele). Enoja a forma parcial como os media vêm tratando um caso que é, acima de tudo, da Justiça. Se Mário Crespo enveredar pela condução romanceada da entrevista, como fez a Alberto João Jardim, teremos, então mais um momento "rigorosamente a não perder" na televisão portuguesa.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Alarido social parolo

A SIC e SIC N bem como um conjunto de bloggers cuja conduta moral é intocável estão a zurzir o ministro das Obras Públicas, por a sua assessoria de imprensa ter enviado às empresas que tutela um e-mail a pedir informações antecipadas sobre os eventos que promovam. O caso teve honras de manchete televisiva e de análise política, em directo. Bem, um exagero parolo. Não vejo que mal há na mensagem do ministério. Então a tutela não deverá saber o que as empresas tuteladas pretendem fazer junto da opinião pública? Se fosse ao contrário o que não diria esta imprensa tão bem intencionada de Mário Lino. Que era um inábil sem mão nos organismos (mesmo que cotados) do seu ministério. Haja paciência para tanta estupidez jornalística.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Imperdoável

Realizado por Clint Eastwood, com o próprio no papel principal, "Imperdoável", reúne ainda Morgan Freeman e Gene Hackam. Um bom filme, de 1993, a rever hoje, às 21h30, no Hollywood. Uma excelente fuga a mais uma noite bafienta de "Prós e Contras", que vai debater (?) o feito de Cristiano Ronaldo ter sido considerado o melhor futebolista do Mundo em 2008. Mais palavras para quê? Pobre comunicação social.
Duas notas apenas para a primeira entrevista de Mário Crespo na SIC, às 21h, com Alberto João Jardim. Circo garantido, portanto. No final do Jornal Nacional, da TVI, Constança Cunha e Sá entrevista Santana Lopes... Que nos terá a dizer, de novo, esta personagem?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Mário Soares, essa obsessão

Ana Lourenço convidou para o seu primeiro "Dia D" de 2009, Mário Soares, o eterno "pai" da nossa democracia, a quem todos nós devemos a liberdade e o caminho do progresso. A jornalista da SIC manteve o registo de sempre: sem sal, amorfa, confortada. O ex-Presidente da República disse o que lhe apeteceu, sem novidade, sem rasgo, sem oportunidade. Não houve contraditório mesmo quando afirmou que a comunicação social quer é "sangue" (o que é, infelizmente verdade) e que a entrevista, da véspera ao primeiro-ministro foi muito "agressiva". Compreendo que para Mário Soares é difícil surpreender numa entrevista. Ele tem espaço que sobra nos media durante os 365 dias do ano para dizer tudo que lhe vai na alma. Não compreendo a enorme reverência com que é tratado pelos jornalistas. Afinal, o que disse ele de novo?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Entrevista inquinada

Ricardo Costa não deveria ter aceite fazer a entrevista ao primeiro-ministro, José Sócrates. O actual director-adjunto do Expresso deveria ter pedido escusa por todas as razões do mundo: proque trata por tu o chefe do Governo; porque é irmão do estratego das suas candidaturas, António Costa; porque é comentador, editorialista, analista e tem vincado o seu protesto veemente contra a grande parte das políticas do Governo. Como jornalista, Ricardo Costa prestou um mau serviço, hoje. Opinou, comentou e só depois questionou, agressivamente. José Sócrates de-lhe uma "tareia" e suprema das ironias: conseguiu vitimizar-se um bocadinho, humildemente, contra a arrogância do entrevistador.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Fechar para balanço

Henrique Medina Carreira é um pessimista crónico. E as televisões quando estão em queda, lembram-se de o chamar, porque a meio dos gráficos que apresenta há séculos , o homem malha em tudo o que mexe, especialmente nos políticos. E isso ajuda ao "circo". Ontem, na SIC-N, José Gomes Ferreira, deu-lhe de bandeja 45 minutos do seu "Negócios da Semana", para Medina repicar nos "papagaios, nos corruptos, nos políticos". Confesso, até me ri com a forma desabrida do ex-ministro das Finanças. Mas ele diz sempre o mesmo. Torna-se cansativo.
Na sua óptica o país deveria fechar para balanço e reabrir com um lifting novo. Com ele a comandar, claro, digo eu.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Surreal momento televisivo

Mário Crespo levou ontem ao seu jornal das 9, da SIC N, o último ministro dos Negócios Estrangeiros do antigo regime. Rui Patrício está velho, mas tem a memória fresca. O problema é que o jornalista gosta, de vez em quando, de revelar a sua veia literária e de sacar uma série de frases de diversos livros. Nem sempre é feliz. Rui Patrício continua a defender a sua dama e as políticas marcelistas, designadamente em relação às ex-colónias. Crespo quis "fazer o bonitinho" e perdeu um momento único de protagonizar uma entrevista que poderia ter sido interessante. Ficou-se pelas minudências no confronto, enfim, do que poderia ter sido e não foi. Perdeu-se na vertigem da auto-glorificação, na bebedeira narcísica de se auto-referir (era alferes quando Patrício era MNE). Não havia necessidade. Rigorosamente.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Jornalismo & circo


Grande parte dos jornalistas das nossas televisões acham-se com piada, com importância e, pior, julgam-se figuras públicas. Exemplos não faltam, mas a SIC usa e abusa dessa malta que até usa carteira profissional. São os trocadilhos, os joguinhos linguísticos fáceis, utilizando rimas e expressões populares. Enfim, uma pobreza franciscana. Joana Latino, apagadíssima repórter da Antena 1 há uns anos atrás, faz das suas peças para a SIC um autêntico folclore de gosto duvidoso. Volta e meia a sra. solta a sua veia artística e insiste no disparate. Ontem a vítima foi a contestada ministra da Eduação. Levou com uma pergunta de 1 km, onde incluia análise, comentário e finalmente uma questãozinha. Maria de Lurdes Rodrigues acusou o toque e disse não querer comentar comentários da jornalista. Joana replicou e editou a peça com as peripécias. Um autêntico hino de banalidades, completamente desnecessários. Se o objectivo era o de diminuir a ministra, que usasse tácticas mais inteligentes. Mas é de circo que a malta gosta. Continuem.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Diplomacia

Portugal espera para ver. A agenda internacional, com a eleição de Barack Obama, vem criar uma expectativa nova. Luís Amado, no jornal das 21H da SIC-N, foi cauteloso ao comentar a vitória do primeiro negro para a Casa Branca. Lá falou da ONU e da NATO, na aliança contra os estretegas do eixo do mal. Mais, Amado disse ter a certeza que Guantánamo vai ser encerrado. Mas tal também aconteceria com MacCain e... com George W. Bush, "justiça lhe seja feita". É assim a forma de fazer diplomacia de um "país amigo". A estratégia de Luís Amado é realista. É assim que se faz política externa. Pode-se não gostar, mas é assim. Imaginem se Freitas do Amaral não tivesse abandonado o Palácio das Necessidades...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ter talento


Digam o que quiserem: Herman José tem talento. Foi o artista que fez rir o Portugal miserável do final dos anos 70 e 80. Multifacetado, criou personagens que ainda hoje andam na mente de todos. É verdade que passou por momentos menos felizes, designadamente na SIC. Mas compará-lo aos enfadonhos "Gato Fedorento" é imoral. Parece que uma apresentadora de talk show afirmou, numa aula, que Herman José já não tem "credibilidade" e que "é uma sorte ainda fazer televisão". Aposto com quem quiser que o talk show termina (por tédio e por dar voz aos mesmos de sempre) e Herman continua.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A roda da sorte

Ontem a SIC demonstrou, numa reportagem simples mas oportuna, o quanto podemos poupar em tempos de crise, abdicando de rituais desnecessários e despesistas. Na verdade a maioria dos portugueses gasta mais do que pode. Vejo, diariamente, colegas meus a tomarem o pequeno-almoço no café da esquina, a almoçarem fora e a se deslocarem para casas que compraram a dezenas de quilómetros. Quase todos não ultrapassam os 800€ de ordenado mensal. Como conseguem suportar encargos tão elevados com salários tão baixos? Por que é que têm de ter casa própria à força, se só a utilizam para dormir? A década de 1990 foi fatal para muita gente. Generalizou-se a ideia (consumada) de que mais vale pagar uma "renda" ao banco do que a um senhorio... que mais vale pagar "suavemente" as férias que aplicar o dinheiro de uma só vez... que mais vale dilatar a prestação do carro por 10 anos... Esta autêntica roda da sorte que ceifou milhares de famílias está a apresentar agora a factura, nua e crua. Tudo isto me faz lembrar um amigo que gastou 200€ num jantar e depois outros tantos no casino para recuperar alguma coisinha...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sobriedade de volta

João Adelino Faria regressou em grande à antena televisiva. Fazia falta a sobriedade, tranquilidade e segurança. A SIC-N que se cuide.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

E a culpa é do...Magalhães


Momento alto na noite informativa da SIC-N. 22H. Abertura do noticiário. Ana Lourenço lança o tema, Joana Latino descreve, explica, anota, exagera. O "Magalhães", o computador português é distribuido por um José Sócrates orgulhoso com uma geração que "entrará no mercado de trabalho a saber usar as novas tecnologias e a falar inglês". O primeiro-ministro exulta ao tutano as potencialidades da máquina. Enquanto os meninos contemplam a nova aquisição, Joana Latino dispara: afinal o "Magalhães" não é seguro para as pobres crianças. Dos três - atenção a este pormenor - três computadores testados pela jornalista no local nenhum barrou sites indesejados. Pim! Estava ali a notícia: o filha da mãe do "Magalhães" é nocivo para os meninos! Basta entrar no Google e escrever "gata". (Joana continuou o seu orgasmo informativo). Outro pormenor: palavra "gata" e, pim(!) são só meninas com as coxas de fora. Estava ali a notícia e Joana agarrou-a. E questionou José Sócrates, visivelmente atónito pela obsessão da repórter. E voltou a questionar. Teimosa esta Joana. A notícia ia longa e o pobre "Magalhães" já era um bandido para as inofensivas crianças. Mesmo a sorrir elas nem sabiam o que as esperava no Google + palavra "gata". Será que Joana vai -lhes prestar esse grande serviço, público, por sinal? Este post vai longo. Tão longo como o aborrecimento que esta jornalista causou com uma peça tão infantil, tão perversa, tão manchadinha de sangue. Rigorosamente a evitar!

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