Alberto João Jardim disse, este fim-de-semana, que apenas serão bem vindos à Madeira os continentais que queiram trabalhar. Utilizando (sic) a frase proferida: "Nós só gostamos de quem quer trabalhar". Eu, ao contrário dos ex-camaradas de profissão, concordo com Jardim. O que ele disse é o que eu sinto e desejo. Malandros já existem em número suficiente, também na Madeira. O DN de hoje fez uma daquelas peças que caem que nem ginjas ao Domingo à tarde (fecho da edição). 2500 caracteres mais uma foto a três colunas, formato generoso. Para além da frase (sinceramente não sei onde está a notícia) a jornalista que assinou a peça lembra que em 2005, o mesmo Jardim, teria dito que não queria chineses e indianos na região. O que ele disse é que essas comunidades fazem concorrência desleal. Convém não distorcer factos, mesmo que seja Domingo...
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segunda-feira, 16 de março de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Casamento?
Mais uma achega, esclarecedora. Uma verdadeira pérola, publicada na semana passada. Deliciosa.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Momento democrático da semana
Hugo Chávez quer manter-se na presidência da Venezuela até 2049, disse o próprio. Para isso vai chamar o povo para referendar uma alteração à constituição do país, que possibilite mandatos de 10 anos e sem limite. O democrata-mor da América Latina quer eternizar-se no poder, como todos os democratas que se orientam pela sua cartilha. Que pensará o pai Soares desta medida e todos os defensores deste modelo plural de governar um povo?(Eu sei que Jardim já está na presidência do GR da Madeira há 31 anos, mas as eleições são de quatro em quatro anos e sempre consideradas livres e justas).
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Sinais dos tempos
A reportagem do El País sobre Alberto João Jardim pode ser um indicativo de mudança na Madeira.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Sem hipóteses
Alberto João Jardim confirmou o óbvio: não é aos 65 anos que vai "emigar" para o continente. O presidente do GR da Madeira ainda mostrou uma derradeira esperança de querer "bailar" com José Sócrates, em Outubro deste ano, na entrevista de ontem à SIC. Não tem hípóteses. O homem que mais vitórias deu ao PSD não é querido por estas paragens. Fica confinado à "sua" Madeira. Até quando, só o próprio saberá.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Imperdoável
Realizado por Clint Eastwood, com o próprio no papel principal, "Imperdoável", reúne ainda Morgan Freeman e Gene Hackam. Um bom filme, de 1993, a rever hoje, às 21h30, no Hollywood. Uma excelente fuga a mais uma noite bafienta de "Prós e Contras", que vai debater (?) o feito de Cristiano Ronaldo ter sido considerado o melhor futebolista do Mundo em 2008. Mais palavras para quê? Pobre comunicação social.
Duas notas apenas para a primeira entrevista de Mário Crespo na SIC, às 21h, com Alberto João Jardim. Circo garantido, portanto. No final do Jornal Nacional, da TVI, Constança Cunha e Sá entrevista Santana Lopes... Que nos terá a dizer, de novo, esta personagem?
Duas notas apenas para a primeira entrevista de Mário Crespo na SIC, às 21h, com Alberto João Jardim. Circo garantido, portanto. No final do Jornal Nacional, da TVI, Constança Cunha e Sá entrevista Santana Lopes... Que nos terá a dizer, de novo, esta personagem?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Manuela no seu pior

Hernâni Carvalho, ex-segurança, ex-jornalista da RTP, "comentador" criminal. Cecília Carmo, ex-ginasta, jornalista da RTP. João Carvalho, actor, filho de Ruy de Carvalho. Gonçalo Amaral, ex-inspector da PJ, primeiro responsável pela investigação do caso Maddie, acusado de eventuais actos de tortura em interrogatórios. Estes são apenas algumas das personalidades que o PSD vai apoiar nas autárquicas deste ano. Manuela Ferreira Leite, ao visar estes nomes, revela o sentido de desnorte que reina no seu partido. Gosto cada vez mais de ser madeirense e de Alberto João Jardim.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
E se houvesse pancada?
Gostei de assistir a parte dos trabalhos de ontem na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM). Ri-me que nem um perdido. Gostei de ver Alberto João Jardim esbaforido a prometer "umas batatas" ao deputado do PND (o que gosta de dar espectáculo com bandeiras nazis). Aquilo é um regabofe, um autêntico circo. Há uns anos atrás, Jardim, também na votação do orçamento regional, chamou "cabra" a uma deputada do PS. Ele bem tenta evitar a ALM porque sabe que vão irritá-lo e que a boca vai vomitar asneira. Mas o que eu gostava mesmo é que houvesse pancada. Democrática, claro está. E adorava ver a reacção da institucional Ferreira Leite e do estadista Cavaco Silva.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Boca calada II
Será que Manuela Ferreira Leite ou o seu vice, António Borges, importam-se de comentar isto. O homem tem muitos defeitos, mas é frontal. Quase se safa no fundo da questão parlamentar, mas teria de ter retirado de lá, há muitos anos, o Jaime Ramos e acólitos.
Boca calada
Alberto João Jardim deve rir-se que nem um perdido, ao ver as figuras alinhadinhas da direcção do PSD a não quererem comentar a realidade política da Madeira e do seu líder, conterrâneo partidário e membro do Conselho de Estado. Ontem foi a vez de António Borges, esse mito que desceu à terra, entretanto, borregar perante as incómodas farpas lançadas por Correia de Campos, no "vice versa", da RTP N. À insistência de João Adelino Faria, lá António Borges suspirou que o "bom" despachado por Jardim a todos os professores da Madeira, não era mais que um "protesto" pela forma como o processo está a ser conduzido pelo governo central. Que diria este estrangeirado sobre os episódios à porta da assembleia da Madeira?
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O grande desespero

Nem queria acreditar. Manuela Ferreira Leite disse ontem que a comunicação social selecciona mal (ou não deveria escolher, sequer) as suas declarações, que passam depois nos telejornais. A ex-ministra da Educação, a quem os meninos do superior mostraram o rabinho, nos idos de 90, passou uma sermãozinho sobre a arte de informar, aos jornalistas. Eu, que sou um acérrimo crítico do comportamento dos jornais nos últimos tempos, fico incrédulo: como podem passar declarações da presidente do PSD, nas primeiras notícias dos jornais se a sra. está, quase sempre, calada? Ela é que assumiu uma postura diferente, que não está a resultar. Está aflita e esperneia. Manuela, com a táctica de que não deve ser ela a falar de políticas alternativas (?) ao governo, está a deixar escapar uma janela de oportunidade de aparecer a todas as horas nas rádios e nas televisões. Perante a mais grave crise que Sócrates enfrenta, com a trapalhada da avaliação dos professores, que diz o PSD? Pasme-se: aplaude Jardim por ter, administrativamente, aplicado um BOM a todos os docentes da Madeira, porque o diploma "está mal feito". Ou Ferreira Leite não tem um sistema de alertas noticiosos instalado na S. Caetano à Lapa ou então eu já não percebo nada de notícias e de que como se devem fazê-las.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Opus dei vs copus nigth
Paralelamente a todas as polémicas à volta dos Açores e da Madeira, tendo como fugura central o Presidente da República, veio-me à memória uma tirada de Alberto João Jardim, sobre João Bosco Mota Amaral, quando foi questionado por que motivo as duas regiões autónomas não uniam esforços contra os apertos financeiros, decretados por Cavaco Silva, no seu último mandato de primeiro-ministro: "Porque o Motal Amaral é Opus Dei e eu sou copus night", disse-me Jardim entre uma sonora gargalhada. Talvez a postura (e o pensamento) explique muito do que acontece recentemente.
Vendaval
Manuela Ferreira Leite tem um problema para resolver com a sua consciência e com a sua maneira séria de fazer política. Ou desmarca-se categoricamente ou mantém o ruidoso silêncio face a Alberto João Jardim, militante do PSD e guardião do maior rol de vitórias laranja em Portugal. O homem que governa "à esquerda" despachou os professores da RAM com a classificação de "BOM". Lá não há diálogo nem meias medidas. Ele considera o diploma um atentado aos direitos dos docentes e sossegou-os. Para além de render votos, esta não é a primeira vez que Jardim se coloca mais à esquerda que o PS e até mesmo do PCP. Há meses diabolizou o novo código do trabalho e colocou-se do lado dos mais fracos. Em pleno vendaval noticioso que varre a Madeira, o presidente do governo regional consegue pôr a cabeça de Manuela em água. Como pode ser ela coerente se continuar de bico fechado face às diabruras do senhor da Madeira? É a política na sua essência.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
O Jardim e a Madeira e vice versa

Mão amiga fez-me o favor de oferecer (muito obrigado, camarada) um livro recentemente editado, com o sugestivo título: "Madeira - Jardim há 30 anos", da autoria de Cristina Costa e Silva. Confesso que ao receber a publicação não indentifiquei a sua autora, jornalista do Jornal da Madeira (JM) há 14 anos. Conheci Cristina Silva no início dos anos 90, estava eu no DN Madeira e ela era - se não me engano - colaboradora da secção de desporto. Pouco depois passou para o JM e eu vim à minha vida. Perdi-lhe o rasto. Confesso que foi com curiosidade que comecei a folhear as primeiras páginas da sua obra. Apesar da jornalista trabalhar para o jornal do Governo Regional da Madeira, julguei que desse alguns pormenores - que não tinham forçosamente que ser negativos - sobre quem é, efectivamente, Alberto João Jardim. Ela exalta, quase obsessivamente, o "heroi" que transformou a região. Até à página 20 (não consegui ler mais), o homem é levado ao olimpo, não tem defeitos e nunca falhou. O próprio não diria melhor de si próprio. Acredito que Jardim teria sido mais crítico e interrogativo face a muitas decisões que tomou. O que me incomodou no livro não foi o seu tom marcadamente bajulatório, mas sim ser assinado pela "jornalista profissional", que deveria ver o quotidiano como ele é, para o poder contar, com imparcialidade, aos seus leitores. Reconheço que fui ingénuo. O livro vale o que vale. Mostra um lado da história. O lado encantado da "Madeira Nova" e a ligação umbilical de AJJ à sua história recente. Pena que Cristina Costa e Silva não tivesse mostrado a outra face.
Presidente só de alguns

Fiquei hoje a saber que Aníbal Cavaco Silva é o Presidente da República só de alguns portugueses. Na Madeira, a soberania está delegada no representante da República (disse Cavaco), Monteiro Diniz, que não foi eleito com o meu voto nem com o de nenhum português. Mais, o PR só sabe do que se passa na ilha pelas "informações" veiculadas por esse sr.. Cavaco Silva ficou visivelmente engasgado quando o confrontaram com os episódios dos últimos dias à porta da Assembleia Regional. Dado a este súbito esvaziamento de poderes do PR face a Portugal no seu todo, porque motivo ficou tão incomodado com o Estatuto dos Açores? Porque é que opina sobre questões de defesa e política internacional? Razão tem Alberto João Jardim, quando se refere a Cavaco como o "sr. Silva". Ele, na verdade, não é o "nosso" Presidente. Porque não disse isso mais cedo?
Os "abanões" democráticos
Já afirmei por diversas vezes que o que se passa na Madeira é, por norma, mal contado na Imprensa do continente. O que se está a passar na Assembleia Legislativa não é surpresa para quem conhece a história do segundo órgão de governo próprio da Região. Desde a década de 1980 que acontecem episódios recambolescos com os deputados. Foi o pe. Martins que, alegadamente, levou uns "abanões" de gente do PSD e os impropérios vários dirigidos por Jaime Ramos a deputados da oposição. Note-se que naquele "saco de gatos" alguns do PS, CDS e PCP (agora também o PND) não ficam impunes. Não se pense que a realidade do parlamento regional é idêntica à do nacional. Lá há acusações de parte a parte, convites a "limpeza da honra" pela força dos músculos e lavagem de roupa suja diária. Confesso que gostava de assistir aos trabalhos parlamentares. Ria-me imenso. E é esse o problema político da Madeira. A malta ri-se imenso com o que lá se passa. Só isso explica o que se está a passar agora com o deputado do PND e com a suspensão dos trabalhos no hemiciclo. O habitual é ninguém intervir. Os diversos presidentes da República, primeiros-ministros, oposição, criticam em surdina. Que dirá Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, José Sócrates e Cavaco Silva sobre o funcionamento da ALM? O que saberá Jardim para este pessoal estar todo calado?
PS: Opinião de AJJ no Jornal da Madeira de hoje.
PS: Opinião de AJJ no Jornal da Madeira de hoje.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O senhor que (não) se segue
Luís Amado disse na entrevista ao DN/TSF, de ontem, que há "despostismo" do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira. Uma verdade de La Palice de um ministro que iniciou a sua carreira política na Região. Amado teve responsabilidades no PS local, mas na verdade nunca se esforçou muito para modificar o estado das coisas. Também não o souberam aproveitar. Do lado socialista os pretensos candidatos estão prensados ou ato-excluídos. Talvez Bernardo Trindade... No PSD o cenário não é melhor. Depois de "queimados em lume brando" e por esta ordem: Miguel de Sousa, Miguel Mendonça, Virgílio Pereira, Guilherme Silva, Cunha e Silva, Coito Pita e Miguel Albuquerque só o último poderá ter alguma hipótese. Está a governar o Funchal há mais de dez anos e vai mantendo algum afastamento do tutor Jardim. É custoso ver a Madeira metida neste desvario político. Chega a ser doloroso ver um fossilizado Jaime Ramos e um vaidoso Miguel Mendonça a derreterem a imagem da ilha. Jardim, acredito, apara todas estas jogadas na Assembleia e ri-se do Presidente da República, especialmente. Ele nunca gostou de Cavaco nem respeitou o Parlamento. Deram-lhe também muitos motivos para isso. A sua perpetuação no poder ridicularizou potenciais sucessores e secou a máquina democrática. Como ninguém (PS) faz o trabalho de casa, ele vai continuar a reinar e com o avançar da idade tudo vai piorar.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A passividade de Cavaco
Ou Cavaco Silva intervém de forma frontal e inequívoca perante os abusos do PSD/M ou perde de vez a autoridade moral que gosta de exibir. O caso que envolve o deputado do PND na Assembleia Legislativa da Madeira está a deixar o país inteiro com a certeza de quem manda (arbitrariamente) na Região é Alberto João Jardim e os seus "capos". Deixar arrastar o problema não é solução, como não é solução colocar o representante da República - que demonstrou uma vez mais que o cargo não serve para nada - a serenar os ânimos. Afinal que PR é Cavaco que se indigna perante uma beliscadura de poder no Estatuto dos Açores mas permite que um deputado eleito seja barrado de entrar no parlamento regional? A questão já não incide sobre o facto (condenável) do parlamentar ter desfraldado a bandeira nazi no hemiciclo, mas no "poderzinho" efectivo do PSD na Madeira.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
A vergonha do PND na Madeira
O deputado do PND à Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Coelho, deu hoje razão a todos os que consideram Alberto João Jardim um líder democrático. Sobre isso não tenho a menor dúvida, sublinho. Jardim é consequentemente reconduzido em eleições livres e justas. Ou haverá dúvidas sobre isso? Os métodos que utiliza na presidência do governo são questionáveis, como são também os do colega açoriano, Carlos César. Lembre-se que ambas as regiões são geradoras de maior parte do emprego. (Não poderia ser doutra forma). Mas bem, o único representante do partido de Manuel Monteiro entendeu que vale tudo na luta política. Vai daí, no plenário da ALM, exibiu a bandeira nazi. A da cruz suástica. A que entronizou Hitler e assassinou milhões de judeus. Para dizer que a Madeira, Jardim e o PSD são fascistas. Aos que vão já aproveitar a boleia desse deputado, convém perguntar: há campos de concentração na Madeira? Há fuzilamentos sumários? Há um partido único? Haja paciência e algum decoro. O PÚBLICO on-line faz da notícia (e muito bem) a primeira do seu site. Aguardo pelo desenvolvimento de Tolentino de Nóbrega amanhã, no papel.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Pedrada no charco

O DN Madeira de hoje publica uma história deliciosa (mais uma) protagonizada por Alberto João. Na inauguração do Centro de Apoio Psicopedagógico das Terças, na Ponta do Sol, o presidente do governo não foi de modas: deu um raspanete aos presentes por o terem forçado a ouvir "A Portuguesa", antes de discursar. Em plena crise financeira e política (sim, a que está a ser alimentada pelo governo central e Cavaco, à volta dos Açores), Alberto João disparou: hino nacional só quando o Presidente da República está presente. ("É o que diz a lei"). Como na Madeira cumpre-se a lei, nada de música alheia aos ouvidos de quem não merece, não vá Cavaco, tão cioso em preservar os poderes presidenciais, que obviamente lhe conferem o direito inalianável de ser o único titular de um órgão de soberania para quem se deve tocar o hino nacional, se sentir ofendido. Na Madeira, "o bailinho" é outro.
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