Deliciei-me ontem a ouvir, na rádio, José Sócrates a fazer a apologia do "Magalhães". Sério. O nosso primeiro-ministro divulgou, num rasgo de marketing irrepreensível, as maravilhas das tecnologias nacionais aos chefes de Estado e de Governo, na cimeira Ibero-Americana, em El Salvador. Como responsável político ficou-lhe bem o rasgo. Três notas apenas que mancharam a pintura: 1.ª) Sócrates disse que o "Magalhães" estava em cima das «banquetas» dos governantes. "Banqueta" é um banco pequeno sem encosto. Não consta que tão altos dignatários estivessem nessa situação. 2.ª) Utilizou Hugo Chávez para demonstrar a resistência do mini-computador. Não o deveria ter feito. O presidente da Venezuela atirou, na sua "missa dominical" o aparelho ao chão. Um chefe de Estado de uma democracia não deve ter programas na televisão. 3.ª) Sócrates engasgou-se ao dizer que o "Magalhães" tinha sido oferecido às comitivas na cimeira de El Salvador, para emendar que, afina,l só os chefes de Estado e de Governo é que receberam o "rebuçado". Está mal. Se há quem trabalhe para as cimeiras são os assessores. Por isso a prenda deveria ter sido para eles e não para os superiores hierárquicos. Muitos deles nem sabem o que é um e-mail. É assim que fala o nosso primeiro, em plena crise financeira. Fiquei impressionado.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
E a culpa é do...Magalhães

Momento alto na noite informativa da SIC-N. 22H. Abertura do noticiário. Ana Lourenço lança o tema, Joana Latino descreve, explica, anota, exagera. O "Magalhães", o computador português é distribuido por um José Sócrates orgulhoso com uma geração que "entrará no mercado de trabalho a saber usar as novas tecnologias e a falar inglês". O primeiro-ministro exulta ao tutano as potencialidades da máquina. Enquanto os meninos contemplam a nova aquisição, Joana Latino dispara: afinal o "Magalhães" não é seguro para as pobres crianças. Dos três - atenção a este pormenor - três computadores testados pela jornalista no local nenhum barrou sites indesejados. Pim! Estava ali a notícia: o filha da mãe do "Magalhães" é nocivo para os meninos! Basta entrar no Google e escrever "gata". (Joana continuou o seu orgasmo informativo). Outro pormenor: palavra "gata" e, pim(!) são só meninas com as coxas de fora. Estava ali a notícia e Joana agarrou-a. E questionou José Sócrates, visivelmente atónito pela obsessão da repórter. E voltou a questionar. Teimosa esta Joana. A notícia ia longa e o pobre "Magalhães" já era um bandido para as inofensivas crianças. Mesmo a sorrir elas nem sabiam o que as esperava no Google + palavra "gata". Será que Joana vai -lhes prestar esse grande serviço, público, por sinal? Este post vai longo. Tão longo como o aborrecimento que esta jornalista causou com uma peça tão infantil, tão perversa, tão manchadinha de sangue. Rigorosamente a evitar!
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