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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Muito mauzinho

Os amigos que me fazem o favor de ler podem explicar-me para que serviu o debate realizado ontem nos Prós e Contras? Não consigo perceber o critério das escolhas dos convidados nem o que lá foram defender. Ou sei mas não me apetece dizer... Que trouxeram de novo ao caso Freeport? Em que qualidade estava lá Saldanha Sanches, José Miguel Júdice, Raposo Subtil? Os outros dois, Rui Gonçalves e o ex-autarca de Alcochete, Inocêncio, não contaram para nada. Apenas fizeram figuras tristes e preencheram uma quota que Fátima Campos Ferreira não podia abdicar (afinal a RTP é do Estado). Eu não vi o programa até ao fim. O cansaço venceu-me. E a piroseira também.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Quem montou a cabala?


A haver cabala ou campanha negra contra o primeiro-ministro, José Sócrates, quem a montou? Um ex-anónimo, ex-militante do CDS de Alcochete? Um inspector da Judiciária, entretanto reformado à força? Nem a montar conspirações somos bons. O PM anda num campo armadilhado, ao que se sabe, por a polícia britânica ter largado a granada maior. Foi necessário uma "força" externa... Independentemente de ser ou não verdade que está implicado nesta tramoia, Sócrates vai gerindo com determinação os efeitos colaterais, em termos de imagem e comunicação. Soubessem tanto de conspiração o PSD e o CDS, como ele sabe de estratégia de controlo de danos. Em termos mediáticos, claro.

Bloco de interesses

Começo a ficar cada vez mais intrigado com o silêncio do PSD face ao caso Freeport. Este resguardo todo - apesar de compreender a estratégia de não querer retirar dividendos políticos de uma questão do foro da justiça - começa a inquietar-me. Nem uma fonte anónima do partido, nem um desabafo parlamentar.... Estranho. Será que se pode falar em "telhados de vidro"?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Confiança ameaçada

As primeiras 8 páginas do PÚBLICO de hoje são demolidoras para o primeiro-ministro. Fazendo o que lhe compete, o jornal está a investigar e a produzir matéria noticiosa sobre a imensa núvem de dúvidas que colocam Sócrates no epicentro da tempestade política. Do polémico licenciamento das casas da Guarda, ao caso Freeport, passando pela trapalhada de envolver a OCDE num reltório sobre a edução em Portugal que nunca foi da sua autoria, a publicação da Sonae escancara a careca de José Sócrates. E se em tudo isto nada foi provado, há uma palavra que fere a imagem do PM: confiança. O fumo está a ficar denso demais.

O cerco


Factos sobre a questão Freeport estão a emparedar José Sócrates. A polícia inglesa suspeita do primeiro-ministro. O que não quer dizer que seja culpado. A dúvida está instalada e sobre a cabeça de Sócrates - e só dele - há agora um conjunto de interrogações sérias que nenhum comunicado oficial do Ministério Público esbaterá. Eventuais fugas para frente baseadas nas estafadas teorias da cabala não serão suficientes para salvar Sócrates. Provas concretas, precisam-se.

PS: Paulo Rangel desmontou ontem, no Parlamento, o discurso vitorioso do PM sobre a Educação. Ao que parece José Sócrates mentiu quando falou em estudos da OCDE sobre o ensino em Portugal. A SIC demonstrou isso mesmo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Espuma


Grande parte dos pseudo-moralistas nacionais questionam-se, sempre que há casos que belisquem o governo, sobre o papel da RTP. Afligem-se, em demasia, com o alinhamento do telejornal, cronometram as notícias, comentam o ar dos jornalistas. Emoções à parte, não existem outros dois canais generalistas e um noticioso? A mim incomoda-me mais ver a SIC a fazer processos de lavagem diários: primeiro com o ministro da Presidência, depois com Freitas do Amaral, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Sócrates. E não invoquem, por favor, a velha história de que a RTP é paga por todos nós.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Freeport derrotará Sócrates?

Alguém minimamente esclarecido acredita que o povo português vai penalizar José Sócrates, nas legislativas, devido ao chamado "caso Freeport"? Num PAÍS da Europa Ocidental o primeiro-ministro já teria saído, pelo próprio pé, quando rebentou o escândalo da sua alegada licenciatura. Passou e quase ninguém fala do assunto. Basta ver o alinhamento da nossa imprensa para perceber que nenhum elemento novo ao polémico licenciamento da superfície comercial vai atrapalhar a caminhada de Sócrates a mais uma vitória absoluta. O processo será sempre esmiuçado na esfera política, por mais que a oposição queira que seja no judicial.

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