domingo, 30 de novembro de 2008

Gostei


Não sei fazer crítica musical. Fico-me pelo simples e sincero "gosto ou não gosto". E gostei de ver, ontem, no Pavilhão Atlântico, Carlos do Carmo e amigos, nos seus 45 anos de carreira. Gostei muito. Fica uma canção que não cantou, mas que me agrada.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A inveja e o ridículo (um pouco da nossa sociedade)


A ambição é o ponto de partida obrigatório para falar sobre homens de poder?
Tenho dificuldade em pôr no divã os homens do poder. (...) O importante é distinguir entre ambição e inveja. A ambição é saudável: queremos fazer melhor do que fizemos, queremos saber mais, analisar melhor os pacientes. A inveja é altamente maligna: o indivíduo não quer crescer ele próprio, quer diminuir o outro.
Há pessoas que precisam que todos saibam do poder de que estão investidas.
Há uns anos atrás, tinha consultório na rua Padre António Vieira; vivia pior, não tinha secretária e ia eu ao banco fazer as minhas contas. Um colega meu era também cliente desse banco. Uma vez, o gerente disse-me que o meu colega era muito esquisito e que tinha feito um pé-de-vento porque queria que pusessem nos cheques "Pofessor Doutor". Não lhe chegava o nome
E o que quer isso dizer?
A gente chama a isto identidade de papel. Se me sinto bem como sou, bastana ser o Coimbra de Matos. Se não me sinto bem como sou, agarro-me aos títulos; sou director, sou professor...É uma identidade de papel que compõe a minha identidade pessoal.

*As perguntas são de Anabela Mota Ribeiro. As respostas de António Coimbra de Matos, psicanalista e psiquiatra. No Jornal de Negócios de hoje. A não perder.

Frio, chuva, neve


As previsões meteorológicas para o fim-de-semana alargado garantem-nos frio, chuva e neve, qb. Tempo ideal para se estar em casa, na companhia de um bom DVD, montar a árvore da Natal, o presépio - a lapinha, na minha Madeira -, sair para um jantar aconchegante, por exemplo no Chão do Prado, local muito aprazível, com lareira, bem no alto de Bucelas e rodeado de vinhas donde sai um fabuloso nectar que é servido com gentileza por Mafalda Paneiro, a proprietária. Para descanso do corpo e da alma, há sempre um SPA perto de si. Para quem aprecia, Carlos do Carmo reune meia dúzia de amigos para um concerto no Pavilhão Atlântico, amanhã pelas 22H.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O vira casacas


Na minha terra diz-se que quem anda na política, seja PS, PSD, PCP ou CDS, quer é poleiro. O povo, sábio, resigna-se às evidências, de que quando lá estão "são todos farinha do mesmo saco". O Zé de Lisboa andou anos a fio a condenar as políticas dos eleitos na câmara. Zurziu, esbracejou, verberou, percorreu quilómetros pelas ruas e vielas da capital, apontando o dedo aos verdadeiros "atentados". Uma vez eleito, o bom do Zé borregou, suavizou-se, acalmou. E como o cheirinho a poder cria sempre deslumbramentos, o homem encostou-se ao presidente António Costa e mandou o Bloco de Esquerda, partido pelo qual foi eleito, dar uma curva ao bilhar grande. Quem o viu e quem o vê. Grande artista este Zé.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sem erros nem enganos (II)


Cavaco Silva lá teve as suas razões para emitir um comunicado oficial no passado Domingo, 23 de Novembro.

Sem erros nem enganos


O caso do BPN e a alegada trapalhada em que está envolvido Manuel Dias Loureiro só demonstra o lamaçal em que está envolvida a política, os políticos e as duvidosas ligações ao mundo dos negócios. O Presidente da República dá uma no cravo e outra na ferradura: não empurra o ex-MAI do Conselho de Estado, mas frisa que ele lhe fez uma declaração "solene" sobre a sua inocência. Será que a mãozinha de Cavaco Silva vai manter-se imaculada ou queimar-se?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Timor, país adiado

A crer na reportagem de Pedro Rosa Mendes, publicada hoje no Público, Timor-Leste não sai da cepa torta. Numa luta fratricida, de clãs, patriarcas, guerrilheiros, diplomatas, o país mais recente do planeta perde-se nas oportunidades e no respeito da comunidade internacional. Situado numa zona estratégica, Timor só vai conseguir sobreviver com boas práticas governamentais. A Austrália e a Indonésia são as potências da zona. É quase um pecado, não saberem aproveitar a oportunidade (e o dinheiro) que o mundo lhes deu.

Surreal momento televisivo

Mário Crespo levou ontem ao seu jornal das 9, da SIC N, o último ministro dos Negócios Estrangeiros do antigo regime. Rui Patrício está velho, mas tem a memória fresca. O problema é que o jornalista gosta, de vez em quando, de revelar a sua veia literária e de sacar uma série de frases de diversos livros. Nem sempre é feliz. Rui Patrício continua a defender a sua dama e as políticas marcelistas, designadamente em relação às ex-colónias. Crespo quis "fazer o bonitinho" e perdeu um momento único de protagonizar uma entrevista que poderia ter sido interessante. Ficou-se pelas minudências no confronto, enfim, do que poderia ter sido e não foi. Perdeu-se na vertigem da auto-glorificação, na bebedeira narcísica de se auto-referir (era alferes quando Patrício era MNE). Não havia necessidade. Rigorosamente.

Vergonha maior


Independentemente da parcialidade com que muita comunicação social trata o tema "Casa Pia", com a TVI ao comando, causa-me um calafrio na espinha sempre que oiço Catalina Pestana, o ex-inspector Dias André e as vítimas a falarem dos abusos perpetrados. Se Carlos Cruz, Ferreira Diniz, Hugo Marçal ou Jorge Rito, estão implicados da forma como se comenta só o tribunal pode decidir. Agora, que neste caso há muita podridão, gente graúda e influente, unida por laços de lama, lá isso há. O "Ballet Rose", que fez tremer o antigo regime foi, junto a este processo, uma brincadeira de velhos jarretas e meninos frustrados. Com as alegações finais em marcha, que tudo seja desmascarado, a bem da justiça.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Atraso

Aconselho vivamente os nossos media on-line a irem beber informação aos congéneres espanhóis. Há um bom par de horas que o El Pais e El Mundo noticiam, a toda a largura dos respectivos sites o nome do novo secretário do Tesouro dos EUA. Trata-se de Timothy Geithner e é só o homem que vai tratar das finanças do país que mais influência tem no mundo.

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