segunda-feira, 23 de março de 2009
Que audiências tem o Prós e Contras?
Fátima Campos Ferreira anda à rasca. Só pode. Embalada pelo escândalo de sábado passado, em que o árbitro Lucílio Baptista roubou a "Taça da Liga" ao Sporting, vai debater, hoje, "a crise no futebol português". Que original.
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Eu estou com o Lucílio Baptista
Lucílio (que raio de nome) Baptista é um «homem sério», atestam alguns vizinhos ouvidos hoje pelo Correio da Manhã. Lucílio é o homem do momento, no Portugal das intrigas futebolísticas. Teve o azar em marcar um penálti inextistente a favor do Benfica, contra o rival Sporting. E daí? Acho que quase todos se teriam enganado naquele lance. Que futebol jogaram os dois clubes para merecerem o pomposo e importante (?) título "Taça da Liga"? Zero, digo eu, que assisti ao jogo e sou lagarto. Viva o Lucílio!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Dúvidas papais
Gostava de saber se o Papa foi questionado pelos jornalistas que o acompanham a África, a se pronunciar sobre a utilização do preservativo como forma de evitar a propagação da SIDA ou se foi Bento XVI a eleger esse tema para fazer uma declaração, antes de aterrar nos Camarões. Esse pormenor é imprescindível para perceber os verdadeiros intentos da viagem papal. É que, entretanto, o Papa tem vindo a fazer um conjunto de declarações importantes que estão a ser completamente abafadas pela famigerada questão. Bento XVI defende a doutrina da Igreja com a qual eu e a maior parte dos católicos não concorda, mas que se poderia esperar que afirmasse?
quinta-feira, 19 de março de 2009
Sensação de injustiça
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Não costumo dedicar especial atenção aos comentários feitos pelos leitores às notícias colocadas nos jornais on-line. Confesso no entanto que hoje, a curiosidade foi grande, ao saber que o "monstro de Amstetten" fora condenado a prisão perpétua, pelas atrocidades cometidas sobre a própria filha. Josef Fritzl foi julgado em 4 dias. Nem uma semana levou a aplicar a pena mais gravosa prevista pela lei austríaca, apesar de terem reconhecido "alterações de personalidade" a este género de encarnação do demo. A justiça está feita, bem ou mal. O que ressalta dos comentários dos leitores portugueses é isso mesmo. A rapidez com que o caso foi resolvido. Para eles justiça é assim: célere. As comparações a processos "caseiros" são inevitáveis. "Casa Pia", BPN, BPP são algumas referências reicindentes. Realmente, em Portugal fica-se com a certeza que os casos mais complicados e dramáticos não têm fim. A nossa lei permite tantos adiamentos que a aplicação de uma pena é quase uma miragem.
Pérola do dia
Ferreira Leite "segura" de que vai chefiar o próximo Governo, in Expresso on-line.
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Foi você que pediu um «honoris causa»?
“Il Speciale” vai ser entronado entronado "honoris causa" pela Universidade Técnica de Lisboa. Um acto de puro marketing, com propósitos bem declarados. Mas questionáveis. O reboliço na academia já começou.
terça-feira, 17 de março de 2009
O maior ego do mundo
Um amigo meu, jornalista experiente e entradote, disse-me que a os profissionais da Imprensa têm um ego do tamanho do mundo, "maior do que o dos políticos". Totalmente de acordo. Basta ver alguns programas de televisão e acompanhar os blogues.
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Campanha negra na blogosfera
Os jornalistas que escrevem nos blogues - juro que não sei como alguns conseguem fazer alguma coisinha para o jornal ou rádio onde trabalham - tal é a assiduidade dos post, estão a entrar por caminhos no mínimo questionáveis. Os jornalistas desempenham uma actividade de interesse público. São eles que fazem chegar a mensagem ao cidadão. Ser jornalista deveria implicar seriedade, honestidade, imparcialidade. (No tempo em que comecei exigia-se até o registo criminal...). Por desempenharem essa função não deixam de ser pessoas, com opinião. Não devem é usar os blogues como livro de reclamações, como caixa de ressonância de factos inerentes à sua actividade profissional. O que se está a passar aqui é a todos os níveis lamentável. A haver notícia (?) ela deveria ser denunciada na antena/jornal dos implicados. O que julgo não ter acontecido. Se não houvesse notícia o assunto deveria ter sido resolvido no momento, olhos nos olhos. É assim que se faz. Usar um blogue para emitir juízos, de valor, de intenção e de carácter é um abuso perigoso para quem tem uma "caneta" na mão. Um pouco mais de respeitinho pela profissão, sff. (Nada do que disse pode ser interpretado como defesa do MAI, pessoa que não conheço, mas que não aprecio pela forma como lida com os problemas do sector.)
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segunda-feira, 16 de março de 2009
Políticamente incorrecto
Alberto João Jardim disse, este fim-de-semana, que apenas serão bem vindos à Madeira os continentais que queiram trabalhar. Utilizando (sic) a frase proferida: "Nós só gostamos de quem quer trabalhar". Eu, ao contrário dos ex-camaradas de profissão, concordo com Jardim. O que ele disse é o que eu sinto e desejo. Malandros já existem em número suficiente, também na Madeira. O DN de hoje fez uma daquelas peças que caem que nem ginjas ao Domingo à tarde (fecho da edição). 2500 caracteres mais uma foto a três colunas, formato generoso. Para além da frase (sinceramente não sei onde está a notícia) a jornalista que assinou a peça lembra que em 2005, o mesmo Jardim, teria dito que não queria chineses e indianos na região. O que ele disse é que essas comunidades fazem concorrência desleal. Convém não distorcer factos, mesmo que seja Domingo...
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No pasa nada
Helena Roseta revelou a Alexandra Lecanstre, ontem à noite, no TVI24, que precisa de momentos de silêncio, de se "ausentar" durante 2 ou 3 dias, de vez em quando. Quando regressa "reactualiza-se", constatando que não perdeu grande coisa nem se passou nada de especial no país. Não podia estar mais de acordo. As ausências são fundamentais para mantermos uma saúde mental equilibrada. Largar jornais, revistas e televisões é um imperativo. Passar um fim-de-semana ao sabor da programação da tv ou das folhas dos jornais é exercício masoquista. Há de tudo. Desde o agastado comentário futebolístico permanente às opiniões da hipotética namorada do primeiro-ministro às políticas governamentais, decididas... pelo namorado, passando pela (re)exibição de filmes ao tutano. Aos fins-de-semana é fechar para balanço. A bem da saúde.
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