terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Salazar, o conquistador

Em relação a Salazar, Zezé Camarinha e o capitão Roby são uns amadores. De acordo com a série exibida na SIC (A vida privada de Salazar), o "botas" de Santa Comba Dão, passava o mulherio todo a pente fino. Em S. Bento, na Serra de Sintra ou na Coimbra do início do século XX, o conquistador beirão não desarmava perante um "rabo de saias". Provavelmente só o lince ibérico, que segundo o DN de hoje, copula 80 vezes em apenas 48 horas leva dianteira ao ditador.

Jornalistas e políticos

Tive pena de não ter conseguido ver ontem a entrevista de Mário Crespo a Maria José Morgado. Mas lá em casa há uma regra inquebrável: à hora do jantar, televisão desligada! As primeiras perguntas foram interessantes. Sobre se a magistrada usa telemóvel e se ouve "barulhos" durante as conversações. O jornalista da SIC continua na berlinda. Ontem, num artigo de opinião no JN decidiu atirar com uma série de interrogações, que motivaram a ira de muitos, reacções primárias e corporativas, como a de Fernanda Câncio, namorada do primeiro-ministro e jornalista do DN. Neste autêntico turbilhão de meias críticas, meias denúncias, muitos órgãos de comunicação social vão perdendo tempo com o acessório. Quanto a Mário Crespo há que perguntar: se aconteceu o que vem denunciando às pinguinhas, porque não age em conformidade? Porque manteve o convite ao ministro da Presidência, quando foi alvo de alegadas pressões, antes de o entrevistar? Quanto a Fernanda Câncio não seria melhor manter recato e descrição, dada à proximidade com o PM? É que quando está com a "caneta" na mão não deixa de ser namorada do PM...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Rústico

Comentei ontem com um amigo, jornalista, a minha preocupação por, às 18h, ainda não ter lido uma linha do que vinha nos jornais. Ele, serenamente, sossegou-me, referindo que não perderia nada se o não fizesse e que não se passava nada de especial. Ainda insisti pelo tema do dia, mas voltou a carregar: nada de novo. Que talvez surgisse ao cair da noite. Um jornalista, numa redacção, a dizer-me isto? Pois bem, tal como ontem, hoje também não há nada nos periódicos. Digno de nota, digno de leitura atenta. É tudo um manto de horrores, de notícias requentadas, de falsas novidades, de opiniões fraquinhas. Mais do mesmo. Nada de novo sobre a Terra, portanto. Há pouco abri o "Abrupto" e, cruzes credo, voltei a fechá-lo. A obsessão pelo caso Freeporte e pelo PM tornou-se patológica. Passiei por mais uns blogues e...nada. Até o Jornal de Negócios, que à sexta é melhor, vem, apenas, qb. A Anabela Mota Ribeiro já me aborrece. As entrevistas de "vida" ou o que lhes quiserem chamar cheiram a mofo de divã de psicanalista principiante: a mania recorrente de perguntar pela influência do pai, da mãe e do avô na vida das vítimas já deu melhores frutos. Não há mesmo nada para contar?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Chover no molhado

A dupla Santana/Portas quer consquistar Lisboa. Será mesmo possível, depois de tanta palhaçada? Cada vez gosto mais de votar em Cascais. Já agoram já se perfilham candidatos?

A Troca

"A Troca" é um dos filmes mais bem conseguidos que vi nos últimos tempos. Denso e, em muitas ocasiões, tenso, prende o espectador à cadeira durante as mais duas horas. Clint Eastwood mostra que já se tornou num catedrático na realização e Angelina Jolie, no papel de Christine Collins, arranca a sua primeira participação a sério. Por vezes custa olhar a crueldade das cenas, mas vale a pena.
No El Corte Inglés, às quartas, os bilhetes custam 4€ e as salas estão, por norma, vazias.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Muito mauzinho

Os amigos que me fazem o favor de ler podem explicar-me para que serviu o debate realizado ontem nos Prós e Contras? Não consigo perceber o critério das escolhas dos convidados nem o que lá foram defender. Ou sei mas não me apetece dizer... Que trouxeram de novo ao caso Freeport? Em que qualidade estava lá Saldanha Sanches, José Miguel Júdice, Raposo Subtil? Os outros dois, Rui Gonçalves e o ex-autarca de Alcochete, Inocêncio, não contaram para nada. Apenas fizeram figuras tristes e preencheram uma quota que Fátima Campos Ferreira não podia abdicar (afinal a RTP é do Estado). Eu não vi o programa até ao fim. O cansaço venceu-me. E a piroseira também.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Momento democrático da semana

Hugo Chávez quer manter-se na presidência da Venezuela até 2049, disse o próprio. Para isso vai chamar o povo para referendar uma alteração à constituição do país, que possibilite mandatos de 10 anos e sem limite. O democrata-mor da América Latina quer eternizar-se no poder, como todos os democratas que se orientam pela sua cartilha. Que pensará o pai Soares desta medida e todos os defensores deste modelo plural de governar um povo?
(Eu sei que Jardim já está na presidência do GR da Madeira há 31 anos, mas as eleições são de quatro em quatro anos e sempre consideradas livres e justas).

Preconceito primário

Sábado último foi "beber um copo" a um dos bares da moda, para os lados das avenidas novas. Na mesa em frente estavam duas moças. À volta dos 20. De olhar meigo, convivendo de jeitos chegados. Chegados de mais, quando voltei a lançar o olhar. As meninas, novíssimas, babavam-se de ternura. A paixão sentia-se, as pernas tocavam-se levemente debaixo da mesa e as mãos tentavam carícias tímidas e escondidas. Comentei - jocosamente - com as minhas companhias que havia lésbicas no recinto. A curiosidade levou os meus amigos a lançarem observações de soslaio. E dei por mim a conversar, de forma quase preconceitusosa, sobre aquelas duas moças. (O primeiro impacto foi de espanto, confesso). A minha atitude mesquinha é o reflexo da sociedade "fechadinha" onde ainda estou inserido. Eu que me julgava um liberal comentava, em segredinhos, as atitudes fogosas entre duas jovens lésbicas. Logo aquelas que tiveram a coragem de publicamente assumir a sua paixão ou atracção, pouco importa.

Sol de Inverno


Acreditam que o semanário SOL vai subir nas vendas por causa das denúncias do caso Freeport? Por muita pena que tenha de quem lá trabalha, não acredito.

Rústico

A SIC decidiu, na rubrica "Nós por cá" de ontem, denunciar a existência de um poste de electricidade em plena via pública, no Estoril. No formato popularucho e em horário nobre, deu corpo à notícia Joana Latino, jornalista-espectáculo da estação. Assisti a um fartote de asneiras mal montadas e em catadupa. Era a Joana a conduzir, era a Joana junto ao poste, era a Joana a conversar com o carteiro que passou de mota, era a Joana a 3D, era a Joana de cima, era a Joana de baixo. Um bom exemplo do que não deve ser feita uma notícia.

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